Flávio Dino (PSB), ex-governador do Estado do Maranhão (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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CLÁUDIO HUMBERTO
O ex-governador do Maranhão Flávio Dino é um dos nomes do PSB para uma cadeira na Esplanada dos Ministérios. A aposta é que ele ocupe a pasta da Justiça ou um eventual ministério de Segurança Pública. Aos mais próximos, Dino confidencia o sonho de um assento no Supremo Tribunal Federal. O ministério catapultaria o maranhense para o STF. A quem pergunta, Dino não admite. Diz estar “satisfeito” com a política.
Carreira longa
Aos 54 anos, se indicado logo no início do governo Lula, Flávio Dino teria pela frente 21 anos no STF até a aposentadoria compulsória, em 2044.
Temos vagas
Lula fará a indicação de pelo menos dois ministros do Supremo em 2023, um para a vaga de Rosa Weber e outro para a de Ricardo Lewandowski.
Papagaio de pirata
Dino está na equipe de transição e não sai da cola de Lula. Foi com o “chefe” na última visita de cortesia aos ministros do Supremo.
Poder sem Pudor

Saia justa em Blumenau
Na ânsia de agradar os juízes, o então governador Esperidião Amin (SC) cometeu uma gafe em discurso em evento de magistrados trabalhistas, em Blumenau. Ele citou um julgamento envolvendo o Estado: “Estava perdendo o julgamento e mandei uma cartinha para os juízes. A cartinha acabou ajudando os juízes a decidirem a nosso favor.” Presidente do TST na época, o ministro Francisco Fausto retrucou depois: “Não recebi cartinha nenhuma, juiz não recebe cartinha de ninguém!” Na verdade, os procuradores catarinenses enviaram aos juízes um memorial, documento de praxe utilizado em qualquer julgamento.
Muito pior
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) expôs hipocrisia de quem afirma não haver censura no Brasil e revelou ser orientado, ao dar entrevista, para não falar “fraude” e “algoritmo”. “Não há censura, há medo”, disse.
Sem chance
A ideia de regulamentar redes sociais em governo do PT virou motivo de piada e indignação. Para Carlos Sampaio (PSDB-SP), Lula e PT não têm “envergadura moral para propor regulamentação de absolutamente nada”.
Ouvidos moucos
O relatório do Ministério da Defesa demonstrou preocupação com uma central de “códigos maliciosos” nos “códigos binários” das urnas. Então presidente do TSE, Edson Fachin se preocupava com “hackers russos”.
Há culpa
A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon disse que o Judiciário não se preparou para as eleições e que a desconfiança dos brasileiros é uma das explicações para as manifestações pelo Brasil.
Segue a censura
Passada a eleição e as manifestações nas rodovias, o grupo dos caminhoneiros no Telegram continua censurado. Por lá, só a justificativa: “bloqueado no Brasil por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.
Censura dá prejuízo
O Facebook anunciou a demissão de 1,5 mil funcionários, seguindo idêntica decisão do Twitter, que demitiu 7,5 mil. As redes sociais perderam a confiança dos usuários, após cederem à pressão de governos e tribunais autoritários para impor censura a posts.
Manda quem pode
O poder de censura do Tribunal Superior Eleitoral vai durar pelo menos até a diplomação dos candidatos eleitos, prevista para 19 de dezembro. Até lá é tecnicamente “período eleitoral” e o TSE é supremo.
Dose Dupla
Dois nomes da transição de Lula enfrentam resistência: Guido Mantega, rejeitado por petistas e pelo mercado, e Aloízio Mercadante, culpado por parte do PT pela treta com Eduardo Cunha que derrubou Dilma.
Pensando bem…
…a censura viajou, mas está sempre online.
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