Lula e Geraldo Alckmin em evento da pré-campanha presidencial. Foto: Divulgação/
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CLÁUDIO HUMBERTO
O desempenho do presidente eleito Lula em quatro Estados fez o seu vice Geraldo Alckmin virar motivo de piada dentro do PT. O número de votos recebidos pelo petista entre o 1º e o 2º turno das eleições caiu no Acre, Amapá, Amazonas e Roraima, e a “culpa” recaiu sobre Alckmin, até então único político a experimentar essa situação em uma eleição presidencial, justamente quando disputou o Planalto contra Lula.
Só um recado
Como são Estados pouco populosos, não houve grande impacto no resultado, mas foram 31.245 votos a menos para o petista.
Difícil explicar
Em 2006, candidato do PSDB, Alckmin perdeu 2,4 milhões de votos ao cair de 39,9 milhões no 1º turno para 37,5 milhões no 2º turno.
Abre o olho
No geral, Lula teve 3 milhões de votos a mais, enquanto o presidente Bolsonaro cresceu mais que o dobro e teve 7 milhões de votos a mais.
Poder sem Pudor

A ginástica de Lacerda
De vez em quando o deputado Carlos Lacerda se deparava com adversários que não o temiam. Certa vez acusou o deputado baiano Manoel Novaes de se “aproveitar dos serviços públicos para ganhar votos”. Novaes estava ausente do plenário, mas no dia seguinte fez um duro discurso, exigindo pedido de desculpas de Lacerda. E ameaçou: “No sertão, de onde venho, honra se lava com sangue!” Dias depois, Lacerda fez um discurso de puro contorcionismo político, conseguindo convencer o ofendido que retirava as agressões, e ao mesmo tempo deixando-nos orgulhosos seguidores a certeza de que as reafirmara.
Bateram nossa carteira
O “fundão” eleitoral foi aprovado no Congresso com valor de R$4.961.519.777. Partidos torraram, segundo o TSE, exatos R$4.973.121.222, incluindo as “doações” de pessoas físicas.
Centrão na parada
Derrotada, a senadora Kátia Abreu está cavando o cargo de ministra da Agricultura, mas Lula parece preferir outro ex-ministro, Blairo Maggi. E surgiram nomes do principal partido do centrão, os deputados Silvana Covatti e Covatti Filho, mãe e filho, ambos filiados ao PP-PR.
O crime compensa
O cientista político Paulo Kramer fez uma análise simples e direta sobre o resultado da eleição presidencial de domingo em tom de desabafo. “Metade do eleitorado reafirmou que o crime compensa”, lamentou.
Canoa furada
“Especialistas” dão certeza de que Lula considera o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para ministro do STF. Isso pode explicar o comportamento de um, mas não a preferência do outro.
Segunda etapa
O deputado José Medeiros (PL-MT) denunciou os próximos passos da esquerda depois de ouvir “de um petista” que a meta do partido agora é “prender o presidente Jair Bolsonaro e torna-lo inelegível”.
Desproporcional
Até o fim do 2º turno, o Tribunal Superior Eleitoral registrou 2.969 pesquisas. A maior parte (1.191) para presidente. A disputa estadual mais avaliada foi a de São Paulo, onde 161 pesquisas foram realizadas.
Já o Messi…
Neymar nem precisou ser inocentado. A Justiça retirou as acusações e jogou a mentira no lixo. Bem ao contrário de Messi, condenado em 2017, por fraude, fiscal a 21 meses de prisão, pena transformada multa.
Hoje é Israel
Enquanto Brasil teve eleição mais acirrada da sua história democrática, Israel tenta nesta terça (1), pela quinta vez em quatro anos, eleger seu premiê. Cenário atual dá possibilidade de volta de Benjamin Netanyahu.
Pensando bem…
…mais parece que o Brasil elegeu o sindicalista de 1989 e não o paz e amor de 2002.
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