Gabriel Boric (e) e Sebastian Depolo. Foto: Facebook/Reprodução/Diário do Poder.
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CLÁUDIO HUMBERTO
O governo do Chile continua sem embaixador no Brasil desde a posse em março do atual presidente, Gabriel Boric, que escolheu um ativista radical, Sebastián Depolo, autor de reiterados insultos ao presidente Jair Bolsonaro em redes sociais. A indicação de Boric foi interpretada pela diplomacia brasileira como uma provocação, até um ato de hostilidade, e nem sequer considerou a hipótese de avaliar a concessão do agrément, o “de acordo”, condição para sacramentar a posse do nome indicado.
Cobrança chilena
A ministra chilena Antonia Urrejola cobrou o agrément do chanceler do Brasil, ao vê-lo recentemente na posse do novo presidente da Colômbia.
Questão de lealdade
O ministro Carlos França disse com clareza à chilena que, por questão de lealdade ao presidente, nem mesmo submeteria a ele o agrément.
Aqui, não, camarada
Bolsonaro não faz ideia de quem é o provocador Sebastián Depolo, mas o embaixador Carlos França conhece os seus insultos.
Interino elogiado
No atual governo, Depolo não será aceito. O Itamaraty não se importa. Só tem elogios a Rodrigo Arcos Castro, encarregado de negócios chileno.
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