Ibaneis adverte que compensações da queda de arrecadação “nunca serão aplicadas” e, a rigor, beneficiarão apenas Estados muito endividados. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília.
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CLÁUDIO HUMBERTO
Governadores como Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, estão muito pessimistas com o teto de 17% de ICMS sobre combustíveis e serviços essenciais, como energia elétrica. Ibaneis adverte que as prometidas compensações com a queda de arrecadação “nunca serão aplicadas” e que, a rigor, beneficiarão apenas Estados muito endividados e com amortizações em atraso. Estes poderão abater suas dívidas. Os que arrumaram as finanças serão cruelmente punidos pela eficiência.
Três exceções
As compensações beneficiarão Estados com dívidas elevadas e parcelas em atraso, como Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Abate aqui
Estados com contas desarrumadas poderão usar os créditos da perda de arrecadação para abater dívidas. Os demais vão arcar com prejuízo.
Dever de casa
O governo do DF, fez o dever de casa e tem dívida pequena, de R$1,2 bilhão, e seus pagamentos estão rigorosamente em dia.
Verba bloqueada
Para enfrentar a situação injusta de perda de arrecadação, Ibaneis se viu obrigado a bloquear R$500 milhões em investimentos essenciais.































