Passageiros (pedestres) sofrem para utilizar o Sistema Ferry-boat. A Internacional Travessias limita venda para os passageiros, mas os cambistas estão com os bolsos cheios de bilhetes. Compram onde? O “órgão fiscalizador”, a Agerba, segue na sua eterna omissão.
REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Além do intenso movimento de embarque de veículos, com a fila de espera passando muito do Largo da Calçada, os usuários (pedestres) do Sistema Ferr-boat que tentam embarcar para a Ilha de Itaparica na manhã desta quinta-feira (30) também enfrentam outro grande problema: a enorme fila para compra de passagens nos guichês do Termminal de São Joaquim. Essa questão foi agravada com a decisão da Internacional Travessias de só vender uma passagem por usuário, contrariando o que diz um enorme cartaz da própria concessionária exposto nas bilheterias dos terminais.
A decisão de só vender um bilhete por pessoa está infernizando a vida dos usuários, gerando protesto e muitas discussões com funcionários da Internacional Travessias, principalmente aqueles que trabalham nas bilheterias. Na verdade, são pessoas que estão cumprindo as decisões absurdas da concessionária.
Se não bastasse não pratiicar o que ela mesma assina e divulga, a Internacional Travessias falha muito ao permitir que cambistas vendam abertamente passagens por R$ 15, em toda a área do Termiinal de São Joaquim, como registrou hoje a TV Bahia. Uma passagem normal, adquirida na bilheteria, custa R$ 5.
O grande cartaz exposto pela Internacional Travessias nas bilheterias mostra que os passageiros (pedestres) podem comprar até três passagens. O cartaz está lá, mas a Internacional não permite a venda, desrespeitando o direito dos usuários. A Agerba nada faz, mesmo com a sua marca aparecendo em todas as dependências dos terminais e navios.
E é essa atuação desrespeitosa, aberta e livre dos cambistas que mais irrita e revolta os usuários do Sistema Ferry-boat. O problema é recorrente:
1. Como é que o usuário, que pelo regulamento poderia comprar até três passagens, só está tendo direito a uma?
2. E como é que os cambistas estão cheios de passagens, vendendo livremente por R$ 15 ? Onde essas passagens dos cambistas são adquiridas?
A Agerba, que é o órgão fiscalizador da Internacional Marítima, é outro problema: a agência de regulação do Governo da Bahia não fiscaliza absolutamente nada. Continua como um órgão totalmente omisso e nada faz para proteger o consumidor, no caso, os milhares de usuários do Sistema Ferry-boat.
Á Agerba é um órgão que jamais cumpre as suas atribuições e que tem como única função, hoje, “calcular” e “decretar” aumentos bondosos de tarifas para as empresas do sistema de transporte do Estado.
O Ministério Público também deveria se preocupar mais com essa situação do Sistema Ferry-boat. Situação de desrespeito total com os usuários, que penam em filas quilométricas e que nunca têm um serviço ao menos razoável.





























