
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
CLÁUDIO HUMBERTO
A CPI da Pandemia foi outra vez palco de humilhações a uma mulher sob silêncio constrangedor da lacrolândia, que só protesta quando a vítima de tratamento indigno é de esquerda. Ficou claro que a CPI não queria ouvir a médica Nise Yamaguchi, queria submetê-la a linchamento. Não a deixaram falar, expor suas razões, suas convicções. Não permitir que o outro lado exponha seu pensamento, por meio de interrupções, é um velho truque para não correr riscos de perder o debate. Deu certo.
PERDEU A LINHA
O jeito calmo e didático da médica incomodou o presidente da CPI, que a interrompeu para recomendar que ninguém acreditasse no que ela dizia.
FALAR PARA QUEM?
Otto Alencar tentou desqualificar os mais de 40 anos de experiência da médica, sem permitir que ela sequer respondesse às perguntas.
FEMINISMO OMISSO
Para o cientista político Paulo Kramer, o tratamento foi indigno e provou que “o feminismo não passa de um puxadinho vagabundo da esquerda”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
QUE COISA FEIA
Deputada estadual campeã nas eleições de 2018, com mais de 2 milhões de votos, Janaína Paschoal criticou os senadores na CPI: “A divergência pode ser exposta com respeito. Espetáculo triste”, definiu.
MACHISMO
O tratamento a Nise Yamaguchi, na CPI da Pandemia, foi muito parecido com aquele dispensado à também médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde. Tem gente que “cresce” diante de mulheres.
GABINETE PARALELO
Senadores oposicionistas, incluindo o relator e o presidente da CPI da Pandemia, utilizam os serviços de “grupos de checagem” não-oficiais, sem qualquer divulgação do processo ou dos responsáveis pelos grupos.
RESULTADO COMEMORADO
O crescimento quase o dobro do projetado pelo mercado fez o ministro Ramos comemorar dizendo que crescemos mais que a China e os EUA. “Alô, pessimistas: desistam, o Brasil já deu certo”, disse o general.
VERGONHA ALHEIA
O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) foi mais um dos indignados com o corredor polonês montado na CPI da Pandemia contra Nise Yamaguchi. “CPI do circo mostra, mais uma vez, sua falta de propósito”.
ANDAMENTO
Estimativas do Ministério da Saúde apontam que a população vacinável equivale a 160 milhões de pessoas. São todos os cidadãos com 18 anos ou mais. É equivalente a 75% da população brasileira.
ATÉ 2022
A previsão do governo federal é concluir a imunização dos grupos prioritários da vacinação (78 milhões de pessoas) em setembro. Depois ainda serão vacinados outros 82 milhões de brasileiros.
CARÊNCIA PANDÊMICA
Ex-deputado federal, o delegado Francischini ironizou campanha petista para o envio de cartas ao ex-presidiário Lula. “Excesso de carência ou os petistas já entenderam que mais ninguém cai no papinho deles”, disse.
PENSANDO BEM…
…a CPI prega aviso: para ser bem tratado, é só o depoente dizer o que a lacrolândia quer ouvir.































