
A preocupação nos bastidores é se a atuação independente de Alexandre Saraiva à frente da PF do Amazonas será tolerada no governo. O receio é que ele seja substituído justamente por tentar reforçar a fiscalização ambiental e entrar em rota de colisão com Salles.
Na notícia-crime, que tem como alvo também o senador Telmário Mota (Pros-RR), Saraiva afirma que o ministro e o senador tiveram uma parceria com o setor madeireiro “no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública.”
A notícia-crime é um instrumento usado para alertar uma autoridade — a polícia ou o Ministério Público — da ocorrência de um ilícito. O STF deverá decidir se abre a investigação contra Salles e Mota ou se arquiva.
O senador negou as acusações. Procurado via assessoria do ministério, Salles ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Um dos cotados para o lugar de Saraiva no comando da PF no Amazonas é o delegado Leandro Almada.
Saraiva deu entrevista à GloboNews no início da tarde desta quinta. Ele reiterou as acusações sobre o ministro e disse que não notificado por ninguém do governo sobre uma possível saída do cargo.
































