
Segundo informa nesta segunda-feira (15) em seu blog a comentarista política da GloboNews, Andréia Sadi, esde o agravamento da crise sanitária, nas últimas semanas, senadores voltaram a pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pela CPI. Ao blog, na semana passada, ele disse que ainda não tinha tomado uma decisão.
Integrantes do governo acreditam que a investigação que corre no STF poderá ter o ritmo desacelerado. Essa avaliação também é compartilhada por ministros do STF ouvidos pelo blog. Mesmo a decisão do relator do inquérito, Ricardo Lewandowski, de enviar o processo para a 1ª instância por conta da saída de Pazuello do ministério pode demorar, aposta o Planalto.
A saída de Pazuello, como o blog revelou, está na mesa de discussão do presidente Bolsonaro desde terça-feira (9) na semana passada. No domingo (14), Bolsonaro recebeu a principal cotada para a vaga, a médica Ludmilha Hajjar.
Bolsonaro foi aconselhado a trocar Pazuello diante da volta do ex-presidente Lula ao cenário eleitoral. E ouviu de ministros do STF e da cúpula do Congresso defesa do nome da médica.
No entanto, após a revelação pelo blog de que ela era a principal cotada, a médica passou a ser alvo de ataques das redes bolsonaristas. Ela defende isolamento social e já disse que não existe tratamento precoce contra a Covid, por exemplo. Ou seja: vai na contramão do negacionismo do governo.
Diante dos ataques, há quem defenda que ela não aceite a vaga – mas Ludhmila ficou de conversar novamente com o presidente nesta segunda-feira (15), e o martelo ainda não foi batido.
Se confirmada, a troca de Pazuello terá uma transição, diferentemente do que aconteceu com outros ministros que deixaram o governo. O presidente Bolsonaro gosta muito do ministro e jamais cogitaria tirá- lo se não estivesse sob pressão por todos os lados.
































