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CLÁUDIO HUMBERTO
Nas rotineiras entrevistas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fala sempre da “preocupação” com a pandemia, mas, na prática, segura há quase dois meses a destinação de R$177,7 bilhões de fundos setoriais que estão parados no Tesouro Nacional para combater a pandemia. O texto teve regime de urgência aprovado há mais de um mês e ainda não foi pautado por Maia, apesar de várias tentativas em reuniões de líderes.
ENTENDIMENTO RARO
O deputado Mauro Benevides (PDT-CE) identificou os recursos em 29 fundos e mesmo vindo da oposição tem apoio do ministro da Economia.
DINHEIRO NO COLCHÃO
Segundo Benevides, há recursos parados há 20 anos que podem ser usados em vez do endividamento. “O déficit previsto é de R$805 bilhões”.
APOIO DO GOVERNO
O ministro Paulo Guedes (Economia) disse que a ideia é “desbloquear isso e justamente pagar a guerra ao coronavírus”. Maia não se abalou.
PARA SE TER UMA IDEIA
Os R$177,7 bilhões seriam suficientes, por exemplo, para prorrogar o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 por mais seis meses.































