
A fala de Dallagnol, informa o jornal O Globo, ocorre depois de que o procurador geral Augusto Aras disse, por meio de nota, que a Lava-Jato “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal” e que não pode se tornar “instrumento de aparelhamento”.
Aras se referia ao gesto de demissão coletiva de três procuradores que atuavam no grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR.
Colega de Dallagnol no grupo da Lava-Jato do Paraná, o procurador Roberson Pozzobon, também se manifestou sobre o caso no Twitter e pregou independência do Ministério Público.
“É óbvio, mas ultimamente até o óbvio precisa ser dito, relembrado, dito novamente: a independência funcional não é um luxo, mas requisito mínimo para que o Ministério Público, por todos os seus integrantes, de 1ª à última instância, possa cumprir seus deveres constitucionais”, escreveu Pozzobon.
O estopim para a demissão foi a visita feita por Lindora à força-tarefa de Curitiba nesta semana na qual, segundo ofício enviado pela força-tarefa à Corregedoria do Ministério Público Federal, ela teria tentado obter acesso a informações sigilosas dos bancos de dados da operação sem realizar o devido procedimento legal.
O caso foi revelado nesta sexta pelo GLOBO e gerou uma crise interna na PGR. Segundo a colunista Bela Megale, os procuradores de Curitiba suspeitam que Aras busca acessar dados da Lava-Jato para atacar o ex-ministro Sergio Moro. Segundo a colunista, o procurador-geral da República também tem interesse nos dados sigiloso da Lava-Jato do Rio e de São Paulo.































