
Vestida de vermelho, cor do partido, Denice, filiada à sigla na última quinta-feira, participou neste sábado (14) do lançamento do Programa de Governo Participativo (PGP) do PT para Salvador. Pouco à vontade para falar com a imprensa, a major adotou um discurso conciliador ao ser questionada sobre se espera sua vitória no encontro de delegados. Considerada favorita e apoiada pelo governador Rui Costa, a policial militar licenciada é criticada dentro do PT por “passar na frente” de militantes históricos da sigla, por ser militar e por ser vista como imposição do padrinho político.
“A expectativa [para o encontro de delegados] é que a democracia interna do partido seja feita e que, entre os todos os pré-candidatos, que seja escolhido aquele que melhor represente o PT”, disse a major, em declaração rápida ao jornal A Tarde, durante o PGP.
Esta foi a primeira vez de Denice em um evento de maior porte do partido. Durante a semana, ela participou de encontros com correntes internas da sigla, em uma estratégia para se apresentar aos petistas e angariar apoios à sua pré-candidatura. No PGP, tentou mostrar ligação com setores ligados ao PT. Posou para fotos com um grupo de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), além de tirar selfies com o público que compareceu o evento. Também não deixou de tietar e fazer selfie com seu padrinho na política, o governador Rui Costa.
Os também pré-candidatos pelo PT, Vilma Reis e Juca Ferreira, reclamaram, mais uma vez, do processo de escolha do candidato do partido. De acordo com eles, estavam marcados para a próxima semana três debates com os cinco postulantes, nos quais eles colocariam suas propostas para integrantes da legenda. No entanto, agora só vai haver um, na próxima sexta, 20, na véspera do encontro de delegados.

































