
Os assuntos são, na maioria das vezes, levantados pelo próprio presidente. Mas os repórteres conseguem fazer algumas perguntas sobre temas do dia. A polêmica é certa.
A decisão de falar diariamente – e bem cedo –, de modo a ocupar o noticiário praticamente o dia inteiro, foi tomada pelo próprio presidente com a equipe de comunicação da Presidência. “O objetivo é pautar a imprensa”, diz um auxiliar.
As entrevistas diárias de Bolsonaro têm um público alvo: o eleitor “bolsonarista”, aquele que apoia até mesmo as declarações mais polêmicas.
Ao mesmo tempo, o presidente busca polarizar com os adversários (principalmente, a esquerda). Um exemplo aconteceu mais cedo, nesta segunda-feira (12), durante a viagem ao Rio Grande do Sul.
Enquanto a ex-presidente Dilma Rousseff considerou “uma luz no fim do túnel” para a esquerda a derrota de Mauricio Macri nas eleições primárias na Argentina, Bolsonaro decidiu afirmar que, se chapa de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner vencer, o Rio Grande do Sul vai se tornar “um novo estado de Roraima” porque, na opinião dele, argentinos vão querer fugir do país assim como acontece na Venezuela.
































