O grupo extremista Estado Islâmico planejou um atentado contra a delegação da França durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começam em 5 de agosto no Rio de Janeiro. A informação consta de um relatório de oficiais de inteligência do governo francês divulgado nesta quarta-feira (13).

Em declarações aos parlamentares, Gomart conversou com o deputado Georges Fenech sobre um membro brasileiro do Estado Islâmico que estaria prestes a “cometer atentados contra a delegação francesa nos Jogos”.
De acordo com o jornal Liberation, esta parte do diálogo não deveria ter sido incluída no relatório divulgado hoje e que só aparece no documento por um erro de transcrição. Isso porque o relatório, assim como Gomart, não dão informações sobre a identidade do brasileiro, nem sua localização – provavelmente ele estaria fora do Brasil e pode já estar detido.
No mês passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que o Estado Islâmico é uma preocupação para o Brasil.
Em 13 de novembro de 2015, o grupo terrorista cometeu uma série de atentados em Paris, que provocaram a morte de 130 pessoas. O episódio é considerado um dos mais sangrentos da história recente da França.
Problema antigo
Nesta quarta, a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, adiantou que as forças de segurança do Brasil nunca prenderam um criminoso por terrorismo. A falta de detenções é justificada pelas autoridades pela ausência de lei apropriada, que só foi sancionada em março deste ano, 14 anos após assinatura de acordo internacional antiterror. A informação foi passada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, que diz que a legislação é muito recente e ainda não houve tempo hábil para a aplicação da Lei.
Em relatório vazado no WikiLeaks, o ex-embaixador americano Clifford Sobel diz que foi a então ministra Dilma quem havia sepultado o projeto. Para os EUA, no e-mail vazado pelo WikiLeaks, o Brasil relutou em aprovar a Lei porque o MST poderia ser enquadrado como grupo terrorista.
O Brasil aderiu há 14 anos à Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo. Só honrou o compromisso este ano. Em maio de 2015, até o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ofícios ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto alertando para a ausência da lei antiterror.
Fonte: Diário do Poder
































