
Com isso Dilma só poderá solicitar a aeronave para ir para o Rio Grande do Sul, onde reside. A justificativa para o veto é que a petista não tem mais compromissos oficiais e o transporte aéreo é destinado apenas a atos oficiais. “Envolve uma logística enorme, muita segurança. É uma estrutura de chefe de Estado”, disse uma fonte da Casa Civil.
A decisão contraria a principal estratégia de Dilma, que pretendia viajar neste período de afastamento para defender o seu mandato. Em Porto Alegre, a petista criticou a medida.
“Hoje houve uma decisão da Casa Civil ilegítima, cujo objetivo é proibir que eu viaje”, disse ao participar do lançamento de um livro na capital gaúcha, nesta sexta-feira. “É um escândalo que não eu não possa viajar para o Rio, para o Pará ou qualquer outro lugar”, continuou. Dilma justificou que não pode pegar um avião comercial, como qualquer outra pessoa faria, porque a Constituição determina que é preciso haver um aparato de segurança fazendo sua escolta. “Então temos uma situação que tem de ser resolvida, porque eu vou viajar.”
Desde que o impeachment foi aceito no Senado, em 12 de maio, Dilma já viajou para atos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, além de ter ido três vezes a Porto Alegre, onde tem família. (Estadão)






























