Dilma rebate críticas de que inflação está fora de controle

Yara Aquino e Carolina Gonçalves
Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff rebateu hoje (10) críticas de que a inflação está fora de controle. Segundo ela, a inflação está controlada e o país tem condições de manter um crescimento constante e contínuo.

“Hoje tem uma campanha que diz que a inflação está sem controle no Brasil. Todo mundo sabe que a inflação no Brasil é cíclica. Entre junho e setembro, ela cai, entre outubro e fevereiro, ela sobe, estaciona, depois, vai caindo lentamente. Tem 15 anos que funciona assim, é o fluxo da inflação”, disse, ao discursar na convenção nacional do PDT.

“Quero dizer para vocês que a inflação está sob controle, que o país tem todas as condições de manter um crescimento constante e contínuo a partir de agora, e que tudo que plantamos vamos colher”, completou.

A presidenta comparou os índices de inflação de seu governo com o de seus antecessores, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. “Se comparar os três primeiros anos do governo do Fernando Henrique Cardoso, a inflação chegou a 12,43%; nos três primeiros anos do presidente Lula, ele baixou para 7,2%; e, nos meus três primeiros anos, eu garanti que ela ficasse em 7,08%”, disse.

Aos participantes do congresso do PDT, Dilma disse ainda que seu governo vai fazer o maior programa de infraestrutura que o país já viu. Ela ainda argumentou que Brasil foi o único país que durante o que ela chamou de “maior crise” desde 1929 conseguiu manter os empregos e a taxa de crescimento. “Combatemos a crise assegurando que o Brasil manteria a sua estabilidade e provando que conseguiríamos isso, que manteríamos a inflação sob controle”.

A presidenta lembrou que, durante seu governo, foram criados 4,8 milhões de empregos, e que esse número deve ultrapassar os 5 milhões até o final do ano. Além disso, disse que o salário mínimo foi elevado em 70% acima da inflação.

“Nesse contexto, conseguimos uma das maiores reduções da desigualdade de renda no Brasil. Enquanto a renda per capita subia de 7% a 32%, a dos mais pobres cresceu 106%. Houve redução da desigualdade porque todo mundo cresceu, mas os pobres cresceram mais”, completou.

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