
“Às vezes, fico desconfiado se isso não faz parte de um jogo para desvalorizar e vender a Petrobrás”, disse o presidenciável. “Queremos que as posições sejam deixadas claras. Em 2010 (durante a campanha eleitorial), a hoje presidente (Dilma Rousseff) acusou o candidato do PSDB (José Serra) de querer fazer um processo de privatização da Petrobrás. Três anos depois, a empresa vale metade do que valia e está mais endividada. É preciso ter um debate muito consistente, que não omita da sociedade o que houve, efetivamente.”
Campos também criticou a condução da crise, por parte do governo e do conselho de administração da empresa. “A gente não pode achar que a saída de uma pessoa pode resolver um problema que é mais complexo”, comentou, sobre a demissão do diretor financeiro da BR Distribuidora, Nestor Cerveró. “A gente não pode achar que agora está tudo normal. É fundamental o esclarecimento sobre essas questões.”
Apesar da suspeita, o governador pernambucano disse considerar ser “cedo” para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações da empresa. “Vários parlamentares da bancada do PSB já assinaram o pedido de criação da CPI, mas nós, da direção partidária, achamos que temos de ter tranquilidade para cumprir as etapas necessárias. Isso para que, depois, não venham fazer leituras equivocadas, de que estamos nos valendo (politicamente) de uma situação de constrangimento do governo, mesmo que tenha sido gerada pelo próprio governo.”(Tiago Décimo – O Estado de S. Paulo)
































