
O encontro de Dilma e Lula estava marcado antes de Cunha pregar o rompimento da parceria com o PT, uma ofensiva lançada na terça-feira de carnaval que causou preocupação no governo. Pelo Twitter, o líder do PMDB na Câmara defendeu que o partido deveria “repensar a aliança” com o PT. Ontem, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que a situação está ficando “insustentável” e pode chegar ao Senado. O peemedebista também cobrou uma solução para a empacada reforma ministerial.
“Lula saberá avaliar se o PMDB quer mesmo sair de verdade da coalizão ou se quer sair para poder entrar mais”, disse ao Estado um ministro do PT, sob condição de anonimato. No Palácio do Planalto, Cunha é visto como “imprevisível” e capaz não apenas de fazer bravatas como de pôr a reedição da dobradinha com o PMDB em risco.
Além de Lula, toda a coordenação da campanha petista se reuniu com Dilma no Palácio da Alvorada. O presidente do PT, Rui Falcão, foi um dos primeiros a chegar. O marqueteiro João Santana, o jornalista Franklin Martins, que coordenará a comunicação do comitê, o tesoureiro Edinho Silva, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, também participaram do encontro.
O Instituto Lula fez questão de divulgar a foto da reunião para desfazer boatos de que Dilma e o ex-presidente estão estremecidos. Nos últimos dias, deputados do PT, dirigentes do PMDB e até empresários irritados com o governo entoaram um tímido coro de “Volta Lula”, desautorizado pelo próprio ex-presidente. Na imagem, Dilma levanta a mão de Lula, num gesto de sintonia. (Vera Rosa, Débora Bergamasco e Daiene Cardoso – O Estado de S. Paulo)































