
Costa e Silva traçou um painel histórico da telefonia no Brasil, esclarecendo tecnicamente as falhas que, na sua opinião, resultaram no entrave da ampliação e da qualidade do sistema no país. A falta de investimento e de manutenção são consideradas pelo especialista como as principais causas da baixa qualidade dos serviços prestados pelas operadoras.
“Não há cobertura para o sistema de maior velocidade, não há ampliação e os serviços de manutenção são praticamente inexistentes”, apontou Costa e Silva criticando a propaganda enganosa das operadoras que divulgam planos que são verdadeiras armadilhas e recursos que nunca vão funcionar, gerando o alarmante volume de queixas recebidas pelos Procons de todo o país. Ele explicou, por exemplo, que o plano de banda larga com tecnologia 4G só existe na propaganda.
“É fantasma”, disse, assegurando que a Bahia não possui sequer 2,5G.
A polêmica em torno da radiação provocada pelas antenas de telefonia móvel também foi citada pelo especialista que criticou a falta de fiscalização e controle da emissão de radiação eletromagnética, seja pelos órgãos governamentais ou pelas teles. A questão, segundo ele, não é o número de antenas, mas a sua potência e localização. Segundo Costa e Silva também não há consenso mundial com relação a radiação das antenas e a diferença entre os limites de exposição é bastante díspare de um país pra outro. Paises como a Suíça, Rússia e Itália a variação fica entre 2 a 6volts/m. Já no Brasil a variação estabelecida pela Anatel e pelo Cepram tem variação de 9 a 52volts/m.
A Bahia, segundo Silva foi o único estado a realizar, em 2002, um mapeamento de radiação, numa iniciativa do CREA em parceria com a UFBa. As informações fornecidas pelo engenheiro foram consideradas de extrema importância pelo presidente da CPI, deputado Paulo Azi, que junto com o colegiado decidiu solicitar oficialmente ao CREA-Ba a participação permanente do Conselho nas ações da CPI.































