
Segundo o inquérito policial oriundo da 7ª Delegacia de Polícia, no último dia 11, a médica arremessou o veículo que dirigia contra uma moto pilotada por Emanuel Gomes Dias que trazia na garupa sua irmã Emanuele Gomes Dias, projetando-os contra um poste, resultando na morte instantânea dos irmãos no bairro de Ondina. A ação, explica a promotora de Justiça, caracteriza-se pelo perigo comum, considerando que fora perpetrado em via pública de grande fluxo de veículos e pedestres, próximo de um ponto de ônibus, centro comercial e clínicas com grande movimento no horário. Diante do acidente, o coordenador do Núcleo do Júri (NUJ), promotor de Justiça Nivaldo Aquino, foi designado para acompanhar o Inquérito Policial até a sua conclusão.
Em conjunto com ele, acompanharam o caso, até a finalização do inquérito, os promotores de Justiça Davi Gallo e Raimundo Moinhos. Após essa fase, seguindo o procedimento padrão, o Ministério Público recebeu o inquérito da Polícia Civil e distribuiu, através de sorteio eletrônico, para um dos promotores de Justiça criminais. Foi sorteada a promotora de Justiça Armênia Cristina Santos, que teve um prazo de cinco dias e, após as devidas análises denunciou a médica ao 1º Juízo da 1ª Vara Criminal. O juiz, após receber a denúncia, vai se pronunciar e dar um prazo de 10 dias para a defesa, seguindo-se a oitiva das testemunhas. Todo esse procedimento será acompanhado agora pelo promotor de Justiça Cássio Marcelo de Melo Santos, que atua na referida Vara Criminal. De acordo com a gravidade do crime, a ré, que se encontra recolhida ao Presídio Feminino, poderá cumprir uma pena mínima de 24 anos.































É possivel que a médica Kátia Vargas tenha perdido totalmente o controle e cometeu um ato impensavel até então para ela mesma. É possível. Talvez que ela não quisesse matar os que estavam na moto e sim dar-lhes um susto. É possivel. No entanto, a maneira impensada e totalmente irresponsável como ela agiu, ela terminou por tirar a vida de duas pessoas da forma mais covarde, daí o porque da revolta da opinião pública contra ela. Ela cometeu um crime duplo e deve pagar por ele.
Se a Lei fizer seu trabalho de forma justa e devidamente, não há porque tanta revolta. Mas caso a lei favoreça essa médica em detrimento da dor da família das vítimas, neste caso, mesmo que não desejadas, a indignação e possíveis retaliações da sociedade para com a médica terá explicação.
Vamos pensar minha gente, vamos pensar. Qual a pena para quem comete um crime? Seja lá qual for o crime, institucionalmente não temos a pena de morte, mas a pena é ficar encarcerado, segregado, fora do convívio com a sociedade. Acho que até aqui estamos de acordo. A pena é “tomar cadeia”.
Vamos pensar mais. A nossa legislação tem como base que ninguém deve sofrer a pena enquanto não for sentenciado. Ou seja, somente ficará preso aquele que for sentenciado à pena de prisão. Quem deve sentenciar é um juiz, togado, concursado. Certo? Acho que até aqui também estamos de acordo.
Muito bem. A moça foi sentenciada? A resposta é não. Admitamos que após a apuração, o julgamento, seja ela absolvida, a defesa dela encontre elementos capazes de convencer o juiz ou mesmo o tribunal do juri que ela teve razões para o ato que praticado?
Vamos para outro ponto. Vc conhece o sistema penitenciário brasileiro? Não responda não. Só pense. Então. Alguém merece cadeia?
Não é melhor raciocinarmos sobre a capacidade perdoar do que manter esse puro sentimento de vingança que nos move? Que move o nosso sistema penal? Em vez de discutirmos o “violento”, mais nos aprofundarmos sobre as reais causas da “violência”? Não só para esse caso, mas para todos os outros casos que tanto nos aflingem? Principalmente nas nossas periferias que sem visibilidade?
Soltem a moça.
Fedegoso é diplomado no curral de Coimbra na faculdade de Ciências Ocultas e Letras Apagadas.
A impunidade tem justificado o aumento da criminalidade e da corrupção. Isto precisa acabar. As pessoas precisam estar cientes que a prática de crimes, seja de que natureza for, caberá penalidades. Deixar solto enquanto é julgado, nem sempre é possível. Que esta médica oferece risco à sociedade, a prova esta nos resultados dos atos impensados praticados por ela. Digamos que agora ela oferece risco até para ela mesma já que foi noticiado que falou em suicídio. Portanto, o lugar dela, a meu ver é dentro de uma cela pensando no que fez até que a justiça julgue a pena que lhe é devida.
No entanto, mais uma vez, a justiça é feita para alguns poucos. Esta médica continua na enfermaria do presídio feminino desde o primeiro dia em que ali chegou. A alimentação dela vem de fora e as visitas são permitidas em dias diferentes daqueles determinados pela direção do mesmo. Ou seja, mais uma vez, apesar da opinião pública, esta senhora que a esta altura já deveria ter pedido PERDÃO a mãe dos jovens, é agraciada com regalias advindas por certo através das “amizades” existentes no meio médico e político que permitem esta afronta