A revista de economia mais respeitada do mundo, The Economist, estampa na capa da edição desta semana a pergunta “O Brasil estragou tudo?”. A chamada se refere à mesma capa de quatro anos atrás, quando a revista fez uma reportagem especial de 14 páginas contando a “grande história de sucesso da America Latina”. Compare as capas:

De acordo com a edição atual, o Brasil perdeu a chance de realizar mudanças importantes durante os tempos de bonança econômica, mas não está sozinho, a Índia seguiu o mesmo caminho. “Muitos perderam a esperança de que o país estivesse rumo à órbita e acreditam que foi apenas outro voo de galinha”.
A revista critica os gastos com aposentadorias altíssimas dos servidores públicos, investimento pífio em infraestrutura e as gigantescas carga tributária e burocracia envolvidas na produção e exportação de bens. De acordo com a Economist, a presidenta Dilma “não quer ou não consegue” atacar o problema e ainda piora a situação interferindo na economia mais que o “pragmático” Lula. “Ela espantou os investidores dos projetos de infraestrutura e fez desmoronar a reputação de retidão macroeconômica, conseguida com muito custo, ao pressionar publicamente o presidente do Banco Central para cortar as taxas de juros”, diz a publicação.
Em um comparativo para as eleições de 2014, a revista afirma que a “sorte” de Dilma é que a oposição é “fraca e dividida”. Ao ressaltar a briga entre Aécio Neves e José Serra pela indicação do PSDB, e a pouca proeminência de Eduardo Campos, a Economist coloca Marina Silva como a única capaz de fazer frente à Dilma no ano que vem em um provável 2o turno da disputa presidencial.
O que mais preocupa, no entanto, é o “fogo amigo” dos petistas que defendem a volta de Lula. As principais causas seriam a maneira como ela trata os seus companheiros. “Uma mistura de arrogância, inexperiência e, talvez, uma compreensível aversão às barganhas necessárias para governar o Brasil”, diz a revista. (Diário do Poder)






























