
Apesar de promover uma “pipoca” – no jargão do carnaval baiano, a ala do povão que pula sem os limites da corda que resguarda os felizes portadores de abadás – a cada refrão que cantava, Ivete não repetiu a performance avassaladora de 2011, em um show com muitas interrupções e escolhas duvidosas de repertório.
“País tropical”, por exemplo, que abriu a apresentação – enquanto o Living Colour ainda tocava no Palco Sunset. Um clássico, todo mundo pula, é claro. Mas precisava? Uma cantora com tantos sucessos próprios? Pois é. De qualquer forma, o povo embarcou na cama elástica imaginária, da qual praticamente só saía quando ela começava a fazer seus anúncios. “Arerê”, “Na base do beijo” e outros sucessos com refrãos igualmente indigentes comandavam a aeróbica. Em vez de apenas cantar, Ivete resolveu fazer piadas com Beyoncé, que se apresentaria ao final da noite.
— Pedi um ventilador só para mim — disse ela, antes de encontrar o eletrodoméstico e deixar os cabelos voarem, como faz a cantora americana. — Mão na cabeça, mão na cintura…



























Não importa se ela repetiu a performance ele vai continuar sendo nossa diiva ivete !!
Eu não acho. O show foi maravilhoso. Dancei junto com ela. E eu, minha mãe e meu filho de 1 e meio, dançamos junto com ela na sala de casa. Quando não tem o que falar, inventa. Deixa a Ivete em paz. Em vez de ficar queimando ela, vai trabalhar pra chegar a onde ela chegou. Tedoro Ivetuda