
Revelado pela Portuguesa de Desportos, onde brilhou com seu futebol de técnica e categoria, Djalma Santos se transferiu para o Palmeiras, onde fez parte da famosa Academia que tinha Valdir, Djalma Dias, Dudu, Ademir da Guia, Julinho, Servílio, Tupãzinho, entre outros. Ele encerrou a carreira no Atlético Paranaense, aos 42 anos.
Djalma Santos disputou quatro copas do Mundo: 1954, 1958, 1962 e 1966. Bicampeão do mundo em 58/62, ele disputou só um jogo na Copa do Mundo da Suécia, na final contra os donos da casa, substituindo o contundido De Sordi, o que bastou para lhe valer a escolha de melhor lateral-direito daquele Mundial.
Em 1963, foi o único jogador brasileiro a fazer parte da Seleção da FIFA que enfrentou a Inglaterra, em um amistoso, em Wembley (foto acima).
Assim como Nílton Santos, pelo lado esquerdo, Djalma Santos foi um lateral à frente do seu tempo. Em uma época em que os laterais só defendiam, ele já buscava as jogadas de apoio ao ataque, em razão de sua habilidade com a bola e invejável condição física. Extremamente técnico, marcava os ponteiros sem usar a violência, e por isso nunca foi expulso.
Djalma Santos foi um dos recordistas em jogos com a camisa do Brasil. Foram 114, com 81 vitórias, 16 empates e 17 derrotas. Marcou três gols.
O presidente José Maria Marin manifesta os pêsames aos familiares pela morte do bicampeão do mundo que aprendeu a admirar vendo-o jogar no Pacaembu.
– O futebol brasileiro perdeu um de seus ídolos. Djalma Santos era um jogador admirável, que todas as torcidas gostavam, pela categoria do seu futebol, mas também pela disciplina e lealdade. Tive o privilégio de vê-lo jogar muitas vezes. Lamento profundamente a sua morte e envio meus sentimentos a toda a sua família.




























