Três anos após a primeira morte da onda de ataques contra MCs na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, nenhum assassinato de funkeiro foi esclarecido pela polícia. Com a morte do MC Daleste, em Campinas, no último domingo, chegou a seis o número de funkeiros assassinados desde 2010 no Estado de São Paulo – ninguém está preso pelos crimes.
De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), todos os crimes continuam sendo investigados, mas não há novidades nas apurações. Um dos casos foi relatado à Justiça como “autoria desconhecida”, mas também continua em aberto.
No dia 10 de abril de 2010, Felipe Wellington da Silva Cruz, o MC Felipe Boladão, e Felipe da Silva Gomes, o DJ Felipe da Praia Grande, estavam na Praia Grande se preparando para ir para Guarulhos, onde fariam uma apresentação. Eles aguardavam uma carona em frente a uma casa na Vila Glória, quando um homem desceu de uma moto e disparou contra os dois. Eles chegaram a ser levados ao pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos.
Um ano depois, no dia 12 de abril de 2011, Eduardo Antônio Lara, o MC Duda do Marapé, foi assassinado no centro de Santos, na região conhecida como cracolândia da cidade. Segundo testemunhas, homens de moto passaram sob o elevado da rodoviária, onde estava Duda, e dispararam à queima-roupa. Ao menos nove tiros acertaram o MC. O caso foi relatado à Justiça como homicídio com autoria desconhecida.
Mais um ano depois, em 19 de abril de 2012, Jadielson da Silva Almeida, o MC Primo, levou cinco tiros no bairro Jóquei Clube, em São Vicente. De acordo com informações do jornal “A Tribuna”, de Santos, o MC foi morto dentro do carro, na frente dos filhos de cinco e nove anos, por dois homens encapuzados que estavam em outro carro. (Gabriel Mestieri, UOL Notícias)
































