
— A militância participa no limite da sua disponibilidade. Tem muita gente que, felizmente, está empregada agora depois de 10 anos do governo Lula. (A manifestação) Foi durante a semana, não era feriado, boa parte da nossa militância está empregada — ironizou o dirigente, que admitiu não ter ido ao ato para “não se expor”, por sugestão dos próprios sindicalistas.
Nesta sexta-feira, petistas históricos e simpatizantes lamentaram a discreta participação nos atos em São Paulo, berço do partido e espaço de constante participação da sigla no passado. O sociólogo Chico de Oliveira, fundador do PT, acredita que a ausência mostra como o partido “se burocratizou e se transformou em máquina eleitoral e política, no lugar de partido da transformação”.
Para Chico de Oliveira, o partido paga o preço de sua “modernização” e não tem mais condições de mobilizar as massas para ocupar as ruas, assim como outros partidos.
— Os movimentos de massa foram muito importantes na História do Brasil, no combate à ditadura, em especial, mas não é preciso ficar tentando fazer de novo daquele jeito. É no Congresso que os partidos políticos precisam se revitalizar — diz o sociólogo, para quem o país segue a partir de agora tendência observada nos EUA e na Europa, onde a participação política se dá cada vez menos nas ruas. (Thiago Herdy, O Globo)

































