
Mais de 20 ônibus trouxeram representantes do Fórum Baiano de Agricultura Familiar, parte deles do interior do Estado, a convite do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A sala no Centro de Convenções da Bahia, com capacidade para cerca de 2.000 pessoas, está lotada.
Em meio a uma onda de manifestações nas ruas do país, o público presente aplaudiu todos os políticos que já discursaram no lançamento do Plano Safra Semiárido.
A maioria dos pequenos agricultores veio, na verdade, de bairros pobres da capital como Mata Escura, Canabrava e Cajazeiras. “Somos 1.300. Foram 16 ônibus só com a gente”, disse à Folha o presidente da Comunidade Paz e Vida, Clebson Silva, 34.
Um outro grupo, com bonés verdes, é da Frente de Trabalhadores Livres, baseada no município de Curaçá, no norte do Estado.
Porém, depois de dizer que atendeu a convite do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o coordenador da entidade, Luzemberg Baldini, 48, não quis revelar quem bancou os gastos dos sete ônibus da “comitiva”.
O Plano Safra Semiárido pretende garantir “segurança produtiva” aos produtores rurais da região. É o primeiro plano do governo federal voltado especificamente para o Nordeste.
Além do lançamento, a presidenta fez entrega de 323 máquinas retroescavadeiras e motoniveladoras a 269 municípios baianos, além de ônibus escolares do Programa Caminho da Escola.
Ao final do discurso da presidente, o locutor oficial do evento anunciou que haveria almoço para os “membros dos movimentos sociais” no segundo andar do centro de convenções. (Nelson Barros Neto, da Folha)


























