
A proposta de Nogueira é uma das muitas feitas por sociólogos, cientistas políticos, advogados e antropólogos ouvidos pelo jornal O Globo sobre que postura se espera dos governos federal, estaduais e municipais frente aos protestos e atos de vandalismo ocorridos na última semana em todo o Brasil. Entre as ideias discutidas, estão também a instituição de audiências públicas sistemáticas, a criação de novos canais de comunicação com a sociedade, a remoção da PEC 37 da pauta do Congresso e a redefinição do papel das polícias no país. Todos concordam que é preciso atuar rapidamente para evitar a instauração do caos nas cidades. E nenhum deles quer ver forças militares nas ruas.
— O governo precisa anunciar que certas questões vão ser encaminhadas oficialmente. Hoje (sexta-feira), nas entrevistas do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, eles só falaram de vandalismo. Eles precisam reconhecer que o movimento não é só de vândalos — afirma Karina Kuschnir, professora do Departamento de Antropologia Cultural da UFRJ. — Com isso, é necessário dar voz a algumas das demandas, como o financiamento público de campanhas, a transparência nas contas públicas e divulgar detalhadamente os investimentos na Copa do Mundo. Essas já seriam respostas à população. (André Miranda, Roberto Kaz e William Helal Filho, O Globo)





























