O deputado Luciano Simões, líder do PMDB/DEM na Assembleia Legislativa, utilizou a tribuna da Casa ontem (4) para fazer duras críticas ao Governo Wagner, justificando a impossibilidade de diálogo político entre a oposição e a atual gestão. “Para que o diálogo fosse aberto o governo teria que corrigir sérias distorções administrativas”, disse o parlamentar.
Dentre os inúmeros problemas apontados pelo deputado está os altos índices de criminalidade. Luciano Simões lamentou o fato de Simões Filho ser apontado como o município mais violento do país e que Salvador tenha o número de homicídios superior ao de São Paulo e Rio de Janeiro.
Aproveitando um aparte, o deputado Leur Lomanto (PMDB) lembrou que, somente na atual gestão, já foram três secretários de Segurança nomeados e nenhum resolveu o problema. “Muitas vezes, a culpa não é do secretário, mas da falta de prioridade do governo”, disse o parlamentar.
O deputado Elmar Nascimento (PR), líder da oposição, disse que o diálogo administrativo existirá sempre, em nome dos interesses do estado, mas o diálogo político é impossível. “Para dialogar politicamente com o governo nós, que somos de centro-esquerda, teríamos que ir em direção à direita, pois o PT é hoje a direita reacionária do país”, declarou.
Propaganda – Luciano Simões afirmou que o governo gasta R$ 525 mil por dia em propaganda para divulgar obras do governo federal e da iniciativa privada como se fossem suas, além de criticar a falta de transparência da atual gestão. “Se abrirá o diálogo quando o governador informar os seus gastos com viagens ao exterior, conforme a lei de transparência, solicitado em requerimento que eu enviei e não obtive resposta”, disse.
O deputado Sandro Régis (PR) concordou e reforçou a crítica, lembrando que “quando Wagner fez o acordo dos 7% com os professores ele prometeu distribuir 31 mil tablets”, mas que, na verdade, “o governo vai sortear alguns equipamentos”. “Mais uma propaganda mentirosa. É um governo que não cumpre nada”, disparou.































