CLÁUDIO HUMBERTO
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
Tripulantes da Azul Linhas Aéreas reclamam de maus tratos da empresa, após a fusão com a Trip, em maio de 2012. Além dos salários reduzidos, o que a lei proíbe, a alimentação é servida de forma precária. A Azul estaria se valendo de uma brecha na legislação, que não cita a forma de servir.
A refeição às vezes é servida até congelada, o que força tripulantes a recusá-la. Pilotos têm deixado de se alimentar. A Azul afirma que a comida é fria e desenvolvida por nutricionistas, e que esse padrão tem sido adotado pela Azul desde a fundação.
A empresa Azul também nega redução de salários, mas admitiu “uma variação em horas voadas, “transitoriamente reduzidas” na baixa estação. (Coluna de Cláudio Humberto)

































A Azul Linhas Aéreas está cometendo absurdos com a remuneração dos pilotos e comissários após a fusão com a TRIP.Está pagando uma gratificação adicional para quem veio da TRIP a fim de manter 95% da média salarial do primeiro trimestre de 2013 dos aeronautas oriundos da TRIP. Isso fere o princípio da isonomia salarial, pois os pilotos e comissárias da Azul estão recebendo bem menos que os oriundos da TRIP. A diferença chega a R$ 3.000,00.O valor da hora de voo após a fusão é de 73,31% do valor antes da fusão.
Essa manobra foi realizada para fazer caber uma nova rubrica salarial chamada descanso semanal remunerado de 36,4% que fazia parte dos holerites da TRIP.H + 30% periculosidade = 73,31% H + 30% periculosidade + 36,4% DSRO valor da hora de voo do INSTRUTOR após a fusão é de 34,80% do valor antes da fusão.
Essa manobra foi realizada para passar a oferecer aos aeronautas da Azul a rubrica gratificação fixa de instrutor constante dos holerites da TRIP. Entretanto, após a vigésima hora ministrada em instrução o aeronauta começa a perder remuneração se comparada a forma antiga de pagamento antes da fusão.Os CHECADORES passam a receber uma gratificação fixa e não mais por hora de instrução/cheque ministradas. A partir da trigesima quinta hora de voo o checador começa a perder remuneração se comparada a forma antiga de pagamento antes da fusão.
A rubrica salarial Compensação de Horas em Solo foi suprimida e aglutinada ao Salário Base, para fazer o salário base da Azul chegar mais próximo do salário base da Trip e não ter que pagar essa rubrica aos aeronautas oriundos da Trip.O aviador que ultrapassar o tempo estipulado pela empresa para uma etapa de voo em até 15%, receberá apenas 10% da minutagem que exceder. Se exceder em mais de 15% recebe toda a minutagem excedida. Se fizer em menos tempo que o estipulado recebe o total estipulado. O problema é a perda no primeiro caso, pois a empresa pode ajustar o tempo estipulado ao seu bel prazer e cairmos estatisticamente sempre nos 15% de excesso.
A Azul nos serve comida fria há 5 anos.Nossa escala de voos muitas vezes tem apresentações nos aeroportos às 5 am por 4 dias consecutivos com jornadas de trabalho de 9 a 10 horas.Por favor nos ajude pois o Sindicato Nacional dos Aeronautas é uma piada.
Nosso blog http://atpilots.wordpress.com
Alimentação não é obrigação da empresa dar ao funcionário. Quanto ao salário é só trocar de empresa.
Caro José.
Para o aeronauta (piloto) a coisa é um pouco diferente do que para os demais.
Uma empresa aérea não quer que todos os seus aviões parem no almoço e jantar, para que seus pilotos comam suas comidas pagas por eles mesmos.
Então as empresas se comprometem a fornecer comida para os pilotos nos aviões, para que estes comam enquanto pilotam, e assim seus aviões não param, entende?
Nós pilotos não somos contra pagar a própria comida, desde que tenhamos o tempo em solo para escolher a restaurante e comprar o tipo de comida que eu quiser, entende? Mas aí, como faz? Todos os aviões vão pousar nos horários de almoço e janta para os pilotos comerem? Seria o justo para nós, mas não seria interessante nem para empresa, nem para você que viaja. Então nós nos submetemos a comer trabalhando; pilotando o avião que você está.
E aí a empresa vem nos fornecer comida gelada? Intragável? Então prefiro voltar atrás, e ter o mesmo direito que vocdê, trabalhador de outra área, tem de ter uma hora de almoço e janta todo o dia.
Luiz, leia isto e entenda o porque um piloto tem que receber comida da empresa:
http://atpilots.wordpress.com/2013/05/21/acoes-praticas-2nd-alimentacao/
Aproveite e leia o resto do Blog que os colegas de lá criaram. Queria eu que na minha empresa o pessoal se unisse assim.
Vc so pode ser debil-mental. Ja foi ver isso?
Jose Luiz, foi a opinião mais idiota que já li. Tu tem que estudar mais sobre leis e direitos do trabalho.
Referente ao texto da matéria, é uma pena uma Cia tão promissora fazer isso com seus tripulantes, que dependem totalmente de uma alimentação de qualidade, o que é inerente a segurança de vôo, entre outras.
Espero que a Cia mude sua postura antes que perca ótimos profissionais.
Sr. Jose Luiz, evite opinar sobre algo em que voce seja completamente desinformado e ignorante, isso serve para tudo na sua vida. Vai evitar que voce passe futuras vergonhas.
Nao precisa me agradecer pelo conselho.
Percebo nitidamente que alguns setores trabalhistas no país vem decaindo a passos largos, neste caso, asas largas. É muito desgratificante perceber que o trabalho, qualquer que o seja, esteja sendo colocado pela própria empresa de lado, ou tem-se tornado desmerecido pela mesma. A empresa Azul está sugando de seus profissionais suas vitalidades e dessa forma perdendo boas oportunidades de crescimento em conjunto, pois a meu ver ninguém vai querer se submeter a longas jornadas de trabalho, cansativas e estressantes, para serem humilhados. O caso exposto, a comida, funciona como um alerta. A tripulação não está brigando pela comida, isso é óbvio e de claro entendimento para todos que tem uma cabeça que pensa… Quando essa questão acima foi levantada, eu imagino a seguinte situação: isso é a ponta do iceberg! Essa classe trabalhista está tentando alertar que além do belo uniforme e da expressão feliz que é passada para nós, usuários, é um mero disfarce e se a insatisfação for geral, logo também seremos atingidos. Isso é uma reação em cadeia.
Ao ler o infeliz comentário do senhor José, me soou do tipo “não está feliz, muda de emprego? Não está feliz, muda de restaurante” , devo conter alguns pensamentos e fazer uma simples analogia ao ilustre, do seguinte: se o senhor for casado e levar seu/sua cônjuge a um restaurante e no prato apetitoso tiver uma barata, e você so percebe após já ter comido boa parte, e ao reclamar te dizem “não está feliz, deixa a barata de lado e come o resto, senhor!” o que você faria?
E só para terminar, para os senhores Josés que muito vemos por ai, lembrem-se que ao entrar em um avião, os senhores não está brincande de carrinho de controle remoto. A profissão merece todo o nosso respeito e apoio.
É impressionante a ignorância de alguns ( IGNORÂNCIA = Não conhecer) realizar certos comentários como o do José: ” QUANTO AO SALÁRIO, NÃO ESTÁ CONTENTE MUDE DE EMPRESA “.
Sou tripulante de terra e conheço o trabalho da tripulação de vôo e tenho certeza que a maioria preza para o bom andamento da empresa, qual o mal em exigir seus direitos ?
A Azul é uma ótima empresa, mas como qualquer outra comete falhas que devem ser revisadas !
Um piloto na azul ganha muito pouco. Muito abaixo do mercado.
Filosofia.. O patrao ganha mais, o funcionario menos, Capitalismo. Um dia os tripulantes acordam, nao demora muito, questao de alguns anos pra isso acontecer. Torco pra melhorar esse lado pra eles, coitados.