Luciano Nascimento
Agência Brasil
Brasília – Os casos de mortes por influenza A (H1N1), gripe suína, em SãoPaulo, vão ser analisados pelo Ministério da Saúde. Hoje (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que enviará uma equipe de técnicos ao estado. Até 12 de maio, foram registrados 388 casos da doença, com 61 mortes em todo o país. Destas, 55 foram no estado de São Paulo. O número representa 90% das mortes envolvendo o vírus Influenza A (H1N1) registradas no país.
A antecipação da circulação do vírus, em São Paulo, antes da chegada do frio, de acordo com o ministério, é uma das hipóteses para o número alto de mortes em São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde, no entanto, divulgou nota atribuindo o fato em função do estado ser o mais populoso do país. “O que já justifica números maiores de casos de quaisquer doenças em relação aos outros estados, diz a nota.
Para intensificar o combate ao vírus, as unidades de saúde de São Paulo vão manter a vacinação contra a gripe até o próximo dia 29. Segundo o balanço parcial do governo paulista, divulgado na sexta-feira (17), 7,1 milhões de pessoas, das quais 3,8 milhões com idade acima de 60 anos, já tinham sido imunizadas. Também haverá a ampliação dos pontos de distribuição do Fosfato de oseltamivir (Tamiflu), medicamento usado no combate ao vírus.
A orientação é que os médicos receitem o Tamiflu nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que integrem o grupo de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – como crianças menores de dois anos, gestantes, puérperas, indígenas que moram em aldeias, idosos, obesos e doentes crônicos.
Padilha fez um apelo para que os estados e municípios facilitem o acesso ao medicamento, pedindo que ele seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), nos prontos socorros, agilizando a prescrição pelo profissional de saúde. “O Ministério da Saúde garante a distribuição desse medicamento [Tamiflu] de graça, e todos os estados estão abastecidos”, disse Padilha.
O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz as complicações e mortes pela influenza A. O paciente deve apresentar a receita médica emitida tanto por profissionais da rede pública como da rede privada.


























