Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade durante esta sexta-feira (10), Marival Chagas Dias do Canto, ex-servidor do DOI-Codi de São Paulo, afirmou que cadáveres de militantes mortos após tortura era exibidos como “troféus” para os agentes dos órgão durante a gestão do ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.
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“Pelo menos em duas ocasiões eu assisti a isso [exibição dos cadáveres]. Acredito que era praxe. As pessoas importantes que acabavam mortas nas mais diversas circustâncias eram levadas para lá e expostas à visitação pública no órgão como um troféu”, afirmou o ex-servidor.
Marival ainda relatou que que alguns corpos expostos tinham “perfurações de balas bem direcionadas na cabeça, nos ouvidos”, além de afirmar que o ex-coronel Ustra era “permissivo em relação a essas atitudes”.
O ex-servidor foi a primeira testemunha ouvida na audiência que ocorre nesta sexta, em Brasília. Birlhante Ustra foi convocado para depor, mas obteve na Justiça o direito de permanecer calado. (Yahoo! Notícias)





























