CLÁUDIO HUMBERTO
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Faltando 15 meses para a Copa do Mundo de 2014, um relatório do Tribunal de Contas da União revela que 37% dos recursos destinados à construção de estádios e 73% dos previstos para obras de mobilidade urbana estão disponíveis, mas não saem dos cofres públicos.
Consideradas os principais legados do evento, as obras de construção de metrôs, de corredores rodoviários ou de alternativas de transportes como Veículo Leve sobre Trilhos e Transporte Rápido de Ônibus correm o risco de serem apenas parcialmente concluídas.
O dinheiro está parado na Caixa e no BNDES porque as cidades-sede não conseguem apresentar projetos e garantias que permitam liberá-lo ou porque foram detectadas irregularidades que provocam bloqueio imediato dos repasses, informa reportagem do jornal Metro.
“Os aportes de recursos públicos vêm recebendo atenção especial”, declara o ministro do TCU Valmir Campelo, citando a experiência dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, que custaram oito vezes mais do que o orçamento inicial previsto.
A Copa custará R$ 7 bilhões em estádios, R$ 8,6 bilhões em mobilidade urbana, R$ 6,8 bilhões em aeroportos, R$ 1,9 bilhão em segurança pública, R$ 700 milhões em portos e R$ 400 milhões em telecomunicações. De cada R$ 100 aplicados, R$ 83 saem dos cofres públicos. (Coluna de Cláudio Humberto)































