
Mais de cem policiais encurralaram Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, que estava escondido dentro de um barco estacionado no quintal de uma casa na Rua Franklin. Dois homens e uma mulher foram detidos para interrogatório em outra área da cidade.
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A perseguição começou menos de uma hora depois de a polícia afirmar que Tsarnaev ainda não tinha sido capturado. Tiros foram ouvidos – entre 30 e 50, segundo moradores – e veículos blindados tomaram uma das ruas da pacata cidade. Ele foi visto entrando no local por um helicóptero da polícia, que tomou todos os cuidados na abordagem pois o suspeito estaria usando um colete com bombas. A Interpol emitiu nesta sexta-feira um alerta de segurança internacional, detalhando as características dos dispositivos explosivos improvisados usados nos ataques.
O primeiro suspeito, identificado como Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi morto durante a perseguição policial, que teve início na noite de quinta-feira, paralisando os serviços de transporte de Boston e de várias cidades do entorno. De acordo com a rede CBS, ele havia sido chamado para depor pelo FBI há dois anos.
Minutos antes do cerco desta sexta-feira, o chefe do Departamento de Polícia de Massachusetts afirmou que Tsarnaev, de 19 anos, irmão do morto, ainda deveria estar na cidade. O toque de recolher foi suspenso e os transportes iriam voltar a circular.
Mais cedo, a pacata cidade de Watertown, de cerca de 30 mil habitantes, já havia virado cena de filme de perseguição. Uma equipe da Swat se uniu aos policiais e revistou casa por casa. Através de um alto-falante, ordenaram a retirada de todos que estivessem na residência onde estaria o suspeito. Jornalistas tiveram que se afastar e moradores deixaram suas casas até sem calçados.
Em Cambridge, especialistas em bombas foram à Norfolk Street, onde o suspeito foragido vivia. A área já estava altamente policiada e partes da rua e outras regiões da cidade foram isoladas. A dupla, de etnia chechena – a Chechênia é uma área de maioria muçulmana que busca a independência da Rússia -, estaria há oito ano nos Estados Unidos e em situação legal, segundo fontes ouvidas pela imprensa americana. O mais novo tinha sido naturalizado um ano antes e o segundo possuía um green card. (O Globo)
































