O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba) e o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) entregaram um ofício ao Ministério Público do Estado, nesta quarta-feira (23), questionando a desativação do Hospital Especializado Dom Rodrigo de Menezes (HEDRM), em Águas Claras, referência no tratamento da hanseníase na Bahia.
Em nota, as categorias informaram que o hospital será desativado para dar espaço à implantação do Instituto Couto Maia (ICM). A nova unidade será o resultado da fusão do HEDRM com o Hospital Couto Maia, que funciona em Monte Serrat. O governo do estado, de forma unilateral, decidiu implantar a gestão por Parceria Público Privada (PPP), visando a privatização do ICM, através de uma empresa escolhida por meio de licitação.
O secretário da Saúde, Jorge Solla, anunciou coletiva de imprensa para oficializar a desativação do HEDRM sem ter havido uma discussão com servidores e usuários a respeito da unificação dos dois hospitais e das consequências dessa modalidade de gestão.
Os sindicatos alertam que a proposta do governo do estado não foi submetida, como deveria, ao Conselho Estadual de Saúde. Para impedir o fechamento do HEDRM, o Sindsaúde-BA e o Sindimed realizarão diversas manifestações em defesa da garantia de um atendimento de qualidade aos pacientes de hanseníase e dos direitos dos funcionários.
Para as entidades sindicais, a gestão por PPP é uma forma de privatização do SUS e contribui para a precarização das relações de trabalho. (Metro1)































