REDAÇÃO DO JORNAL DA MÍDIA
Salvador – Com previsão de intenso movimento nos próximos dias devido ao feriadão do Ano Novo, o sistema ferryboat poderá contar com mais uma embarcação em tráfego a partir desta sexta-feira (28). O ferry “Rio Paraguaçu”, um dos quatro colocados em reforma pela Agerba, já está pronto e deve retomar as operações na travessia Salvador-Bom Despacho.

Inicialmente, a previsão anunciada pelo secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, era de que a população passaria a ser atendida por sete embarcações desde o dia 20 de dezembro. Mas nada disso aconteceu. Contudo, existe a possibilidade, também, de mais uma unidade do sistema voltar ao tráfego durante o feriadão, além do “Rio Paraguaçu”. É o ferry “Pinheiro”, um dos mais sucateados pela concessionária TWB.
Historicamente, os festejos do Ano Novo representam o segundo período de maior demanda do ferryboat, só perdendo para o Carnaval. Com apenas três ferries em operação hoje – Ivete Sangalo, Anna Nery e Maria Bethânia – os trantornos para os usuários seriam inevitáveis. Mas com quatro ou cinco embarcações em tráfego, a situação melhora um pouco, embora fique muito longe da ideal.
Filas e trantorno – O movimento nos terminais marítimos de São Joaquim e Bom Despacho começou a crescer desde o meio da semana passada. Com a chegada do Verão e o início das férias escolares e da temporada de veraneio na Ilha de Itaparica, o fluxo cresceu de forma significativa e só não é ainda maior devido ao reduzidíssimo número de embarcações em tráfego (somente três), o que afugenta o usuário.
Para quem está querendo embarcar com carro, as filas de veículos são imensas e o tempo de espera no final de semana foi em média de cinco horas. A Agerba está praticando o mesmo erro da TWB, e divulgando que a espera na fila de veículo durou 3 horas. O usuário que está na fila é quem melhor sabe e não os ”especialistas” em cálculo da agência de regulação.
Durante o Natal, a Agerba disse ter transportado 70.942 passageiros e 8.791 veículos no período de 21 a 25 de dezembro. Não são números significativos para a história do sistema, mas que demonstram crescimento na procura pelo serviço, que entrou em decadência desde a sua concessão, em 1996, e que chegou ao caos desde que paulista TWB atracou na Bahia, em 2005.






























