
Interpelado pelo Estado antes de participar do fórum, ao lado de Lula, da presidente Dilma Rousseff e do presidente da França, François Hollande, Okamotto disse não ter lido a reportagem de capa da edição desta terça de O Estado de S. Paulo, que traz detalhes sobre o depoimento de Marcos Valério. Questionado sobre se o ex-presidente havia lido, o assessor disse que Lula “não lê o Estadão”.
A reportagem explicou os fatos relatados por Valério à Procuradoria Geral, entre as quais a de que Lula teria dado seu “ok” ao Mensalão. “Meu nome não é Lula. Se teve esse negócio, eu não estava nessa reunião. Tem de perguntar para o Lula um negócio desses”, alegou. Sobre a denúncia de que o esquema também teria pagado contas pessoais da família do ex-presidente, o assessor afirmou: “Que contas pessoais? Tem de perguntar para o Lula”.
Indagado sobre as supostas ameaças de morte que teria feito a Valério, Okamotto devolveu a pergunta. “Eu ameacei ele de morte? Por que eu vou ameaçar ele de morte?”, questionou. “Está nos autos que eu ameacei ele de morte? Duvido! Duvido que ele tenha dito isso!”
Sobre sua suposta declaração afirmando que “gente do PT” o queria morto, Okamotto negou com ênfase. “Não, não, não. Eu não tenho nenhum motivo para desejar o mal a Marcos Valério. Eu o conheci depois do episódio do Mensalão, da história que ele contava que tinha feito empréstimos em nome das empresas dele para ajudar o PT”, disse ele. “Isso acabou trazendo um grande transtorno para ele, não é? Ele chegou a ser condenado.”(Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo)





























