CLÁUDIO HUMBERTO
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O PSDB decidiu “aliviar” os ataques ao ex-presidente Lula até que surjam “fatos novos” revelados pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Dentre os 18 indiciados está a ex-chefe do escritório regional da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, amiga íntima dele. Como no mensalão e outros episódios de corrupção, a oposição teme o confronto com Lula, que ainda goza de popularidade.
À distância – Líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), monitora a crise a 7.000 quilômetros de distância, nos Estados Unidos.
No gatilho – A assessoria do PSDB já está com requerimento pronto para convocar Lula a prestar esclarecimentos no Congresso. Só falta a ordem.
‘A pedido’ amigo – Como Rosemary Noronha foi “exonerada a pedido” e não demitida, conforme prometera o Planalto, ela poderá voltar a ocupar cargo público a qualquer momento. Quando a poeira abaixar, por exemplo.
Explicações – O ex-presidente Lula precisa explicar por que “Rose”, sua influente e insinuante ex-chefe de gabinete, ganhou passaporte diplomático e o acompanhou em trinta viagens internacionais a 23 países.
Clandestina – Nas viagens com Lula ao exterior, Rosemary Noronha nunca constava da lista oficial, até para não ser notada. Os comandantes do Air Force 51 ficavam perplexos e preocupados: e se o avião caísse?
Delação premiada – O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) descarta que a operação Porto Seguro seja retaliação da Polícia Federal por não conseguir aumento salarial: “Isso foi uma delação premiada daquele auditor do TCU”. (Coluna de Cláudio Humberto)
































