CLÁUDIO HUMBERTO
* As informações e opiniões publicadas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor e, necessariamente, não refletem a posição do Jornal da Mídia.
Veículo de imprensa dos mais temidos e odiados pelos petista e políticos em geral, a revista Veja reagiu ao relatório da CPI do Cachoeira, que propõe o indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, chefe de sua sucursal de Brasília. Em nota de esclarecimento, a revista atribui a atitude da CPI a uma vingança pelo papel da imprensa livre na revelação da bandalheira do mensalão, confirmada no julgamento do Supremo Tribunal Federal.
“Ao pedir o indiciamento do jornalista de Veja Policarpo Júnior, o relator Odair Cunha, do PT de Minas Gerais, não conseguiu esconder sua submissão às pressões da ala radical de seu partido que, desde a concepção da CPI, objetivava atingir a credibilidade da imprensa livre por seus profissionais terem tido um papel crucial na revelação do escândalo do ‘Mensalão’ – o maior e mais ousado arranjo de corrupção da história oficial brasileira” – diz a nota.
“Com a punição exemplar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos réus petistas integrantes do esquema do Mensalão, sobrou a seus sequazes instrumentalizar o relator da CPI e usá-lo para tentar desqualificar o exemplar e meritório trabalho jornalístico de Policarpo Júnior, diretor da sucursal de Brasília e um dos redatores-chefes da revista Veja, profissional dono de uma história invejável de serviços prestados aos brasileiros. Em seu afã de servir de instrumento de revanche contra o jornalista que mais destacadamente ajudou a desnudar os crimes dos petistas no Mensalão, o relator recorreu a expedientes condenáveis.”
A nota da revista lembra que o relatório da CPI ignorou os depoimentos dos delegados da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues e Raul de Souza e dos procuradores da República Daniel Rezende e Léa Batista Salgado, encarregados das investigações. “Todos eles, sem exceção, foram enfáticos em descrever as conversas do jornalista de Veja com Carlos Cachoeira como relação entre repórter e fonte”, destaca a a nota. (Coluna de Cláudio Humberto)































