
Em seu depoimento, Macarrão desmentiu a versão prestada anteriormente à Justiça, na qual contava ter deixado Eliza em um ponto de táxi, e revelou que levou a modelo até um homem que desembarcou de um Palio preto na Região da Pampulha. Ele não soube dar detalhes da suposta execução e do que aconteceu depois, mas inocentou Elenilson, Wemerson e Fernanda. “Por ter complicado a vida deles por tanto tempo, peço perdão. Que possam me perdoar”, declarou, após dizer que também pedia perdão à mãe da vítima. Macarrão ainda contou que, pressentindo que iriam executar a modelo, tentou aconselhar o amigo. “Eu falei com ele, Bruno, estou te falando como irmão, deixa essa menina em paz, deixa essa menina”, contou. O goleiro, no entanto, teria respondido, batendo no peito: ‘deixa comigo’.
Ao fim do interrogatório da juíza Marixa Rodrigues, Macarrão desbafou. “Se tem alguém que acabou com a vida de alguém, foi o Bruno, que acabou com a minha vida”, declarou. Desde o início de seu depoimento, ele se referiu ao goleiro, na maior parte do tempo, por “meu patrão”, não pelo nome. Transpareceu certa mágua quando disse que o ex-atleta o viu chorar dirariamente durante os dez meses em que partilharam cela na cadeia, mas jamais admitiu a possibilidade de revelar a trama e inocentar os demais envolvidos no caso.
Macarrão começou a responder às perguntas da magistrada por volta das 23h20. Às 1h20 a mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, que prestou depoimento pela manhã e acompanhou todo júri atentamente, deixou o plenário. A advogada que a representa, Maria Borges Gomes, esclareceu que pediu à Sônia que voltasse para o hotel ao perceber que Luiz Henrique estava arrastando o relato. Para ela, a presença da mãe de Eliza estaria constrangendo o depoente, que acabou revelando que a modelo foi de fato enviada à morte por Bruno vinte minutos depois que Sônia se ausentou.(Estado de Minas)

































