Líder político em ascensão no Nordeste, o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) derrotou o PT em Recife com a eleição em primeiro turno do novato Geraldo Júlio e, nesta quinta-feira, iniciou por São Luís o périplo que fará por capitais e grandes cidades no segundo turno.
Na capital maranhense se integrou às fileiras do presidente da Embratur, Flávio Dino, na guerra contra o clã Sarney e apoia o candidato do PTC. Já em Minas é aguardado hoje ao lado dos tucanos no palanque de Antonio Lerin (PSB), em Uberaba. Enquanto isso, Fernando Haddad espera um sinal verde do socialista para montar no sábado, ao lado da presidente Dilma Rousseff, o palanque do PT em São Paulo.
O presidente nacional do PSB foi convidado para o evento petista em São Paulo, mas ainda não confirmou presença no ato político, que também terá a participação do vice-presidente Michel Temer e do ex-presidente Lula.
Com discurso de apoio à renovação, Campos foi a São Luís defender a eleição de Edivaldo Holanda (PTC). Para Campos, que trava embate em várias cidades com o PT, está próximo o fim do ciclo do clã, que domina o estado há 50 anos:
– É um processo inexorável que essa geração chegue e faça um trabalho diferente, um bom trabalho.
Perguntado se o fato de não ter feito alianças com PT em algumas capitais indica que se afastará de Dilma, Campos repete a disposição de continuar apoiando a presidente:
– Quem fica nas brigas políticas, geralmente perde eleição. Quem discute políticas públicas para melhorar situação da população, geralmente, ganha eleição. Quando se desmontarem os palanques de 2012, a gente vai se juntar para trabalhar e ajudar a Dilma a mudar este país. (O Globo)
































