LUÍS AUGUSTO GOMES
O deputado Elmar Nascimento (PR) disse ontem, da tribuna da Assembleia Legislativa, que a CPI do Metrô de Salvador, criada em 2010, não foi adiante em razão das ligações entre o PT e a OAS, “a empresa que roubou o dinheiro” destinado à obra e “é a maior financiadora da campanha de Nelson Pelegrino” a prefeito.
O pronunciamento foi motivado pela propaganda da campanha de Pelegrino, acusando o ex-prefeito Antonio Imbassahy de ter encurtado o percurso de 12 para seis quilômetros. Elmar lembrou que “Pelegrino era o líder do PT quando o metrô foi reduzido pela metade, numa decisão do governo federal”.
Isentando também o prefeito João Henrique, Elmar afirmou que ele foi eleito para a primeira gestão com a ajuda do PT, “que tinha três secretarias, inclusive o secretário de Governo, Gilmar Santiago, que fazia interlocução com Pelegrino”. Para o deputado, os petistas têm de “passar óleo de peroba na cara para falar de metrô”.
Deputado compara construtora à empreiteira Delta – Autor do requerimento que deu origem à CPI, Elmar disse que a maioria governista não permitiu, na época, que ele fosse o presidente da comissão, como manda a praxe nesses casos, muito menos o relator. Os dois cargos foram ocupados, respectivamente, pelos deputados Álvaro Gomes (PCdoB) e Paulo Câmera (PDT).
O parlamentar disse que os governistas não davam quórum para realização das sessões visando evitar problemas para a empreiteira. “É só olhar o site de prestação de contas do TSE e ver que o maior doador da campanha de Nelson Pelegrino é a OAS, que está envolvida no desvio dos recursos”, afirmou.
Para ele, “o metrô é caso de polícia”, e “se os deputados tivessem disposição de desarquivar a CPI e investigar de verdade, iria se chegar na OAS. Reduzidas as proporções ou aumentadas, a OAS está para esse metrô de Salvador como a Delta está para a CPI do Cachoeira”.
Sobrou para o outro – Elmar disse no final do pronunciamento que “a OAS financiou a campanha de Mário Kertész, que estava vendido desde o primeiro turno para Nelson Pelegrino”. (Por Escrito)
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