Carolina Gonçalves
Agência Brasil
Brasília – O governo brasileiro quer o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para incrementar o uso do Passaporte Verde na Copa do Mundo de 2014. Representantes do organismo internacional estão reunidos hoje (9) com técnicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para definir quais estratégias preparatórias poderão ser desenvolvidas em parceria.
O Brasil quer que o incremento da campanha Passaporte Verde esteja incluído na lista de cooperação, que será definida até o final do dia de hoje. A campanha tem sido usada, em território nacional, para divulgar ações ambientais e sustentáveis e reduzir os impactos que setores, como o turismo, podem produzir sobre o meio ambiente.
A proposta brasileira é fazer com o que o passaporte também funcione como estímulo para que torcedores e participantes da Copa do Mundo adotem práticas sustentáveis previstas para as cidades-sede brasileiras.
“Estamos pensando em inovações consideráveis para comunicar [relacionar locais e ações sustentáveis nas cidades] e, também, atrair a adesão das pessoas [para que adotem estas ações durante o evento]”, explicou Cláudio Langone, coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade para a Copa do Mundo de 2014.
Sem adiantar detalhes, Langone explicou que a expectativa é rastrear a adesão das pessoas às práticas sustentáveis previstas para os dias do evento, como as instalações dos estádios.
“Nossa prova de fogo será no final [da Copa do Mundo], se tiver uma pesquisa aleatória questionando se as pessoas perceberam iniciativas de sustentabilidade durante o evento”, disse Langone, acrescentando que a resposta negativa apontaria para um fracasso do país na inclusão da sustentabilidade como característica do evento. “O Passaporte Verde e as Compras e Contratações Sustentáveis são temas que o Pnuma pode nos dar uma contribuição importante e devem ser definidos como prioridades no final do encontro de hoje.”




























