Alana Gandra
Agência Brasil
Rio de Janeiro – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, assinou hoje (6), no Rio de Janeiro, novo convênio do Projeto Sweet Brasil com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). A iniciativa tem como objetivo ampliar a internacionalização da indústria nacional do setor.
Em 2011, as exportações do setor alcançaram US$ 336 milhões. O convênio tem valor de R$ 5,3 milhões e envolve a execução de ações no período 2012 a 2014. A assinatura ocorreu durante a abertura oficial da 15ª Feira Sweet Brasil Internacional, no Riocentro, evento paralelo à 32ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor.
O Projeto Sweet Brasil foi iniciado pela Apex-Brasil e pela Abicab em 1998. Os dois convênios mais recentes, firmados em 2008 e 2010, somaram R$ 10,6 milhões em investimentos para ampliar a participação dos produtos brasileiros desse segmento no mercado estrangeiro, informou a assessoria de imprensa da Apex-Brasil.
“A gente percebe que o projeto evoluiu muito ao longo do tempo”, disse à Agência Brasil o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Rogério Bellini. Antes, o projeto era focado em participações das empresas em eventos internacionais, considerados essenciais para o setor, que ocorrem na Alemanha e nos Estados Unidos. Nos últimos anos, ele passou a ampliar as ações de inserção do produto do Brasil no mercado exterior, por meio da organização dos projetos Vendedor, Comprador e Imagem.
“O projeto que a gente vai trabalhar no próximo biênio se refere aos mercados prioritários de Angola, Arábia Saudita, Chile, Colômbia, Estados Unidos e Peru”. O projeto foi denominado Big Push Export, porque sua estratégia é a promoção de ações de mercado imediatas, sem esperar a resolução da crise econômica internacional.
Em um primeiro momento, Bellini informou que a ação se concentrará nos mercados do Peru e dos Estados Unidos, onde será feita uma parceria estreita com os distribuidores locais. Esses distribuidores vão monitorar a evolução das exportações para acompanhar “como o varejo dos Estados Unidos e do Peru está consumindo os produtos brasileiros”.
O diretor da Apex acredita que a proximidade do distribuidor com o consumidor final contribuirá para que o projeto tenha uma atitude mais agressiva nesses mercados. A partir do aprendizado que a experiência nesses dois países trouxer, o projeto será ampliado para os outros quatro mercados definidos como foco do atual convênio com a Abicab.
Rogério Bellini comentou que a América Latina sempre foi um mercado prioritário para o setor brasileiro de balas, chocolates e confeitos. A Apex-Brasil avalia, porém, que o foco deve ser nos mercados com maior potencial de expansão das compras de produtos brasileiros.





























