A dois dias do início do julgamento do mensalão, o advogado de José Dirceu, José Luis Oliveira Lima, nega incondicionalmente que o ex-ministro da Casa Civil tivesse conhecimento dos empréstimos e repasses feitos a parlamentares e aliados por meio do esquema financeiro montado por Marcos Valério.
Em entrevista ao jornal O Globo, realizada por e-mail, diz confiar na “experiência e competência” dos ministros do STF para que eles julguem sem a influência de qualquer pressão externa. “A versão de Roberto Jefferson não encontrou eco nas provas dos autos”, defende.
Renilda Santiago, mulher de Valério, disse que José Dirceu se reuniu com dirigentes do BMG e do Rural para tratar da relação dos bancos com o PT. Katia Rabelo, do Rural, admitiu ter tratado de assuntos de interesse do banco com Dirceu, depois da intermediação de Valério. O ex-tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, diz ter viajado até a Portugal, por indicação de Dirceu, para tratar com Valério de assuntos relacionados às dívidas de campanha. Os três depoimentos estão equivocados?
Renilda afirmou tão-somente que ouviu de Marcos Valerio que o ex-ministro tinha conhecimento dos empréstimos. Dezenas de testemunhas ouvidas nos autos negam esse fato. Kátia jamais disse que tivesse conversado com o ex-ministro sobre os empréstimos. No tocante à viagem a Portugal, as testemunhas presenciais, Miguel Horta, presidente da Portugal Telecom, e Antonio Mexia, desmentiram a versão de Palmieri.(Thiago Herdy, O Globo)
































