A realidade do esgotamento sanitário em Salvador é precária para 430 mil habitantes, que não contam com destinação adequada do seu esgoto, segundo dados da Empresa de Águas e Saneamento da Bahia (Embasa). É um contingente maior que toda a população de Vitória da Conquista, terceira mais populosa cidade baiana, com 306,8 mil pessoas.
Segundo dados do IBGE, quase 100 mil soteropolitanos têm um esgoto a céu aberto como vizinho. Entre as 27 capitais pesquisadas pelo IBGE, Salvador tem o 14º maior número de habitantes que convivem com esgoto a céu aberto no entorno do domicílio. O coordenador de informações do IBGE, Joilton Rodrigues, observa que a situação “não é das piores”, a comparar com outras grandes cidades nordestinas. Recife, capital pernambucana, tem o dobro: são 200 mil habitantes.
Mas a capital baiana está bem pior do que Belo Horizonte (pouco mais de 29 mil) e longe do grau de civilização de Goiânia (GO) e Vitória (ES), onde o IBGE não contabilizou nenhum habitante na situação, no Censo 2010.
O cenário tem ligação direta com índices relacionados à saúde pública. Nos últimos 19 meses, houve uma morte por leptospirose a cada bimestre na capital. Foram oito óbitos em 2011, e dois este ano – um no bairro de Doron, em abril, e outro, em junho, no Nordeste de Amaralina.
Não à toa: no ano passado, dos 10.546 imóveis inspecionados, que passaram por desratização, pela equipe de controle de zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em 12% (1.265) foi constatada a presença de ratos (o próprio roedor ou rastros deixados por ele) e em 18% (1.898) havia esgoto a céu aberto nas proximidades.(A Tarde).
































