CLÁUDIO HUMBERTO
O governador da Bahia Jaques Wagner está causando polêmica nas redes sociais por conta de um vídeo (assista abaixo) onde ele aparece respondendo protestos de professores e estudantes, no município de Campo Formoso, nesta quarta-feira (27). Ao ser vaiado, Wagner se irritou e falou sobre os ganhos da categoria durante seu governo.
ELe chegou a dizer que, se depender dele, os professores não terão salário. “Vocês deviam estar na sala de aula. A minha vida inteira foi de carteira assinada e salário é a contraprestação do trabalho”, gritou. “Vocês não trabalham e se depender de mim não terão salário. O salário vai voltar quando vocês forem trabalhar”, completou afirmando que os professores estão “anunciando as férias” com a “petulância de querer salário”.
Quando os jovens começaram a vaiar e pronunciar palavras de ordem como “ih fora” e “traidor”, o governador disse não se intimidar. “Não pensem que vocês me intimidam usando a garotada para ser escudo da covardia de vocês. Sou pai, sou avô, sou sindicalista e sei da covardia de vocês que se escondem atrás dos alunos pra poder reivindicar salário”, afirmou. (Coluna de Cláudio Humberto)
































SE “OS PROFESSORES DEVERIAM ESTA EM SALA DE AULA ” E O GOVERVANADOR FAZ O QUE FINALMENTE!!!!!!
Esse vídeo tem várias versões. Essa uma versão moderna e com grande possibilidade de ser verdadeira!
Idem, senhor , se depender de mim, da minha família, dos meus vizinhos, dos meus colegas de trabalho, nenhum candidato da base governista estadual será eleito.
A atual conjuntura da política na Bahia faz lembrar o que já aconteceu em um passado recente, onde um grupo político controlava o Estado de forma autoritária sem possibilitar qualquer questionamento aos que a ele se opusessem. Quem acompanha a política no Estado das últimas décadas sabem exatamente o que estou falando, ou se preferir mais clareza, refiro-me ao carlismo (grupo político liderado por Antonio Carlos Magalhães) que governou o Estado por um longo período, marcados por métodos impositivos e despóticos de governar.
O que pode ser percebido neste contexto pós-carlista é uma nova ditadura que vem sendo instalada no Estado, só que desta vez disfarçada de “generosidade”. Pelo que se percebe, os deputados da base governista (a maioria absoluta), representantes legais do povo, são proibidos de contrariar o que o PT (Partido dos Trabalhadores) chama de “projeto de governo”, projeto este que, já passados mais de cinco anos, ainda não conseguiu melhorar a qualidade de vida dos baianos. Pelo contrário, nestes anos de governo Jaques Wagner a Bahia tem ficado para traz, perdendo em desenvolvimento, inclusive, para estado como Pernambuco.
Aos que acompanham o noticiário baiano já devem ter percebido que, assim como era no carlismo, grande parte dos meios de comunicação no Estado faz uma espécie de blindagem ao governo, certamente com promessas de contemplações promocionais ou entusiasmados com possíveis participações nas rotineiras farras com o dinheiro público.
Essa aliança imprensa/governo ficou notória nas greves dos policiais e dos professores, onde parte da impressa baiano conseguiu transformar, no imaginário daqueles que não têm senso crítico, profissionais honrados em “inimigos da população”, utilizando o mesmo método de incitar a opinião pública contra as categorias. Felizmente, ainda tem uma pequena parte da imprensa baiana que faz um trabalho sério e honroso.
Outro dia assisti em um telejornal da Record Bahia a apresentadora atribuindo aos professores a culpa pelos mais de um milhão de alunos e alunas que estariam sem aulas. Ora, educação de qualidade nunca foi preocupação da imprensa baiana e, também, nem dá para imaginar uma greve de professores ou de qualquer outra categoria com os profissionais indo para o trabalho e dizendo: “viemos trabalhar mais estamos em greve”. Impossível imaginar que em uma greve ninguém sairá prejudicado. É nessa hora que a população, sempre a mais prejudicada já que filhos de políticos têm segurança particular e não estudam em escola pública, reconhece a importância desses profissionais.
No governo de Wagner a competência não tem nenhuma valia e nem espaço nos locais de tomadas de decisões como, por exemplo, nas secretarias do Estado. Para o governador, o importante mesmo é acomodar “companheiros” e “companheiras” para evitar qualquer ameaça ao que eles chamam de “projeto de governo” e que eu prefiro chamar de “ditadura generosa”.
Este governo de bajuladores faz lembrar de “companheiros” como Pelegrino, Pinheiro, Lídice da Mata e tantos outros que, quando faziam oposição ao Carlismo, se mostravam em defesa de uma Bahia mais justa, democrática, com salários dignos para os baianos e um monte de “conversa mole” que eles diziam ser ideológicas.
Pois bem “companheiros e companheiras”, agora que estão no poder, por onde anda essa tal ideologia a qual vocês tanto defendiam? Imagino o quanto deve ser difícil responder a essa pergunta na atual conjuntura política do Estado, já que são apenas marionetes do governador carioca Jacques Wagner. Devo lembrá-los que nas urnas podem estar as respostas a essas indagações, pois, mesmo com o carlismo superado, o povo baiano não aguenta mais viver na opressão, no descaso e no cinismo daqueles que fazem de tudo para perpetuar no poder e ainda não aprenderam a dar valor a esse estado maravilhoso chamado BAHIA. (Agnaldo Leitte)
Nota dez.
Sinceramente, a cada declaração e a cada postura que ouço do governador e de seus “mensageiros”, fico preocupado com o estado mental dele! Não é possível que alguém que deve ter algum conhecimento de democracia, de luta sindical, de bases do socialismo, de governo popular e assistencialista, de capacidade de diálogo tão apregoada pelo líder dele e do calor humano e solidário do povo baiano, tenha essa postura de silêncio, indiferença, inabilidade política e falta de “jogo de cintura”. Qual homem público com o mínimo de experiência em gerenciar crises, já teria sentado com os representantes dos professores e encontrado um denominador comum. Lamentavelmente, desde o início da greve, em momento algum o governo sentou para NEGOCIAR UM ACORDO E O FIM DA GREVE!!!
Para concluir, “ele” parece estar sendo comandado por uma entidade ditadora, que prioriza os seus caprichos pessoais e, não “dando o braço a torcer”, só paga os salários bloqueados e só negocia quando voltarem às aulas porque, assim, estaria dando uma demonstração de poder. Bobagem governador. O senhor não É O PODER; o senhor ESTÁ NO PODER. E o pior, destruindo algo que foi conquistado na Bahia tendo como soldados esses que hoje o senhor humilha e tortura, e levando a reboque seus companheiros candidatos. Veremos…
segue link com os salários de professores no Brasil: http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf
o salario inicial (bruto) na bahia está neste site o da é 15º, e o sr governador afirmar ser o 7º.
Convém resaltar que o salário de algumas cidades da regiao metropolitana de salvador é no minimo o dobro do professor da rede estadual, ou seja, trabalha dois turnos e recebe um.
Belíssimo espaço democrático!! Deus salve a Bahia e tem misericórdia desse pais!!!
GOVERNADOR, DEIXE DE FALAR BOBAGEM E CUMPRA O QUE O GOVERNO FEDERAL DETERMINOU, QUE O PISO NACIONAL DOS PROFESSORES DE TODOS OS ESTADOS E MUNICÍPIOS DA FEDERAÇÃO. O PISO NACIONAL É LEI E, POR ISSO, DEVE SER CUMPRIDO. O SENHOR NÃO ENTENDE DE LEI NÃO, É? OU FINGE NÃO ENTENDER? ESTÁ SE PORTANDO COMO MENINO BIRRENTO…… O SENHOR ACHA QUE É O PODER, É? O SENHOR, APENAS, ESTÁ NO PODER. POR SUA CAUSA, É QUE A BAHIA SERÁ ENTREGUE AO DEM. SE NÃO TEM MAIS CONDIÇÕES DE GOVERNAR, RENUNCIE, A FIM DE QUE NÃO FIQUE MAIS DESGASTADOS POLITICAMENTE, DO JÁ ESTÁ.
SE OS ALINOS ESTÃO SEM AULAS, A CULPA É EXCLUSIVAMENTE SUA E DE SEUS PAUS MANDADOS, QUE SÃO OS DEPUTADOS(PUCHA-SACOS).ESTÁ ACHANDO QUE É O TODO-PODEROSO, É? SUA SARDINHA ESTÁ ASSANDO!!1…..
Safadeza, canalhice. Foi tudo que esse gringo fez com os professores, sendo de um partido que se diz dos trabalhadores.