LUÍS AUGUSTO GOMES
Observador da cena política não tem dúvida: a recente presença do vereador Paulo Câmara (PSDB) nos estúdios da Rádio Metrópole para ser entrevistado por Mário Kertész, a quem dirigiu muito elogios, indica que o candidato do PMDB terá o decidido apoio do depenado tucano Antonio Imbassahy.
Câmara é tão próximo de Imbassahy quanto o ex-vereador José Carlos Fernandes, presidente municipal do PSDB, e também foi muito paparicado por Kertész, que aliás está numa fase da paparicação geral. Se a relação não estivesse muito estreita, a entrevista, caso houvesse, seria por telefone.
Resta saber como será feita a campanha e em que grau Imbassahy poderá efetivamente contribuir com votos para o candidato do PMDB. Uma coisa certa: com o PSDB ele não terá o menor problema, pois nos meios políticos é consensual que não permanecerá no partido, no qual “está cheio de arestas”.
O dia em que o pau quebrou na televisão – A proximidade Kertész-Imbassahy é mais um episódio típico da política em que são esquecidas as mais drásticas divergências pessoais por causa de um objetivo que se julga mais importante.
Este caso é relembrado apenas porque teve o testemunho próximo e direto deste editor, na época representando a Tribuna da Bahia, no debate dos candidatos a prefeito em 2008 na TV Aratu.
Kertész era um dos entrevistadores e provocava deselegantemente o então candidato Imbassahy, que a certa altura, reagiu, estranhando que o radialista, que vivia a atacar em seu programa o prefeito João Henrique, também candidato, de repente tenha passado a elogiá-lo.
Não se sabe o que queria dizer com isso, mas o fato é que Kertész virou uma arara, instalando-se o maior quiproquó, em que foi envolvido até o nome da Srª Imbassahy, presente ao estúdio e que se manifestara da plateia.
Embora estivesse ao lado de Kertész, na bancada dos jornalistas, este editor não captou o que ele, em certo momento, disse a Imbassahy, mas a resposta ainda permanece nítida na memória: “Me respeite, eu tenho família estruturada!”
Foi preciso o mediador Casemiro Neto chamar os comerciais para acalmar os ânimos. De qualquer forma, é bom saber que, quatro anos depois, os corações estão pra lá de serenados. (Por Escrito)
































