SAMUELITA SANTANA
Os comentários do governador baiano, Jaques Wagner, sobre a aliança Lula-Maluf não são apenas contemporizadores. Beiram ao surrealismo fantástico. Pra não dizer tragicômico.
A saber: “É a convivência democrática, não devemos exterminar nenhuma espécie”. E porque não Wagner? Quer dizer então que cabe na arca do PT qualquer espécie – bandido, ladrão, corrupto, enganador – desde que renda ao partido algum tipo de recurso que o ajude a chegar ao poder? É isso? Deve ser.
Porque a “espécie” em questão é Paulo Maluf, réu em ação penal por lavagem de dinheiro, procurado pela Interpol e proibido de entrar em nada menos que 181 países. Porque se entrar, vai preso. Com essa ficha criminosa, Maluf não deveria ser exterminado da política brasileira? Hein governador? E mais surpreendente ainda é ouvir do governador o seguinte: “Evidentemente ele tem uma história até contraditória com a nossa, mas as coisas estão tão distantes que é preciso superar”.
Superar? Então Maluf é acusado de crimes e o povo brasileiro deve relevar esse fato, superar, esquecer, apagar da memória e acolhê-lo de volta à cena pública, como se nada fora? É isso governador? Não dá para acreditar nessa assertiva, sobretudo vindo de um combativo esquerdista, defensor da ética, da transparência e das liberdades democráticas, bandeiras que sempre permearam sua trajetória e o discurso do seu partido que, ao que parece, perdeu-se entre as benesses, o deslumbramento e as regalias que chegam junto com a conquista do poder. Vamos combinar! (Letras de Plantão)






























quem se mistura com porcos…
Nunca votei nem deixei de votar num candidato por causa do seu partido, mas nessas eleições municipais e nas próximas, dificilmente votarei num candidato do PT, partido que tem negado sua história e sua ideologia, de maneira vergonhosa.