Luciene Cruz
Agência Brasil
Brasília – Representantes de instituições federais de ensino estão reunidos com o secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. A categoria, que está em greve desde o dia 17 de maio, espera propostas concretas do governo para acabar com o impasse. A paralisação já atinge 55 instituições.
Segundo a presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marina Barbosa, a categoria cobra que o governo federal “assuma sua responsabilidade na educação”. “Vivemos uma situação trágica. Na nossa última conversa [15 de maio], o governo apresentou as mesmas propostas apresentadas em dezembro de 2010. Isso demonstra falta de negociação. Esperamos uma proposta concreta”, disse.
Os professores esperam definir a reestruturação das carreiras dos docentes e protestam contra a falta de infraestrutura nas instituições. “Pedimos uma reestruturação simples, em 13 níveis, com variação de 5% de valor”, explicou. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que dificultam que o profissional alcance o topo da carreira.
Em busca também da reestruturação de carreira, os servidores vinculados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciaram greve geral a partir de amanhã (13), entre docentes e técnicos. A paralisação deve atingir 40 mil servidores.
“Queremos uma carreira que valorize o profissional como instrumento da sociedade e não da iniciativa privada, como ocorre atualmente. O sistema atual joga os professores para fora das universidades. Esperamos mais repostas às nossas reivindicações e menos conversa”, comentou o coordenador-geral do Sinasefe, David Lobão.
Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a expectativa é que o governo apresente alguma proposta em relação à reestruturação da carreira de docente e retome, de fato, as negociações. A paralisação já atinge 51 instituições.
Durante a reunião, professores vão ficar reunidos em frente ao Ministério do Planejamento. O ato, convocado pelo Andes, tem também a participação do Comando Local de Greve da Universidade de Brasília.
Os professores federais estão em greve para reivindicar a reestruturação da carreira e reclamam de condições precárias de trabalho. De acordo com o Andes, foram feitas mais de dez reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão dos planos de carreira, mas não houve avanço nas negociações.































