As duas horas de conversa entre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o deputado federal ACM Neto (DEM) agitaram o cenário político soteropolitano nos últimos dois dias. “A reunião foi muito positiva e tratamos de eleição, no mais alto nível”, relatou, segundo informa hoje a Tribuna, o pré-candidato democrata a prefeito de Salvador. Segundo ele, a conversa não se limitou à candidatura ao Palácio Thomé de Souza.
“Não vou tratar publicamente de assuntos que devem ser discutidos internamente”, sugeriu Neto, evitando detalhes. Dar publicidade ao conteúdo da conversa, entretanto, não parece ser uma preocupação pedetista. “O presidente Lupi me ligou relatando o encontro. Na verdade, o deputado procurou o presidente do partido para conversar.
Nós aguardávamos a vice do PT, então ele colocou à disposição a vice para o PDT”, afirmou o dirigente estadual da legenda, Alexandre Brust. A informação, porém, é negada pelo democrata, que prefere ponderação.
“Vamos definir os partidos da coligação antes, para depois, juntos, definirmos a vice”, tangenciou Neto. De acordo com o parlamentar, o comentário de que ofereceria a função de vice “não foi o espírito do teor da conversa”. Neto disse que prefere que esses assuntos sejam “mantidos em reserva” e adotou um tom comedido.
Primeiro a reagir, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), sentenciou pelo twitter que é impossível o apoio ao pré-candidato democrata, sugerindo que “99% do partido quer candidatura própria ou apoiar Pelegrino”. Brust confirma a informação, porém reduz um pouco o porcentual. “O certo é que 90% do partido prefere candidatura própria se não houver vice do PT”, comentou o presidente da sigla na Bahia. (Fernando Duarte, Tribuna da Bahia)

































O PDT baiano há muito deixou de ser uma gremiação orientada por ideologia vide a salada que é a sua composição “filiada” por ordem externas. O último bate-boca da cúpula baiana do PDT, amplamente notíciado, demonstra desarrumação interna.
Não vejo a mais remota possibilidade de partidos atrelados à base do governo agirem com independência diante do pleito que se avizinha, ainda mais quando se fala o PDT enfiado até o pescoço em oportunismo fisiológico dispensando ensinamentos da base genuinamente brizolista. O PDT não obedece as bases nem a comanda. É, o PDT baiano, atualmente, uma agremiação com nítidas características elista de direita “subserviente”(a exigência do Marcelo Nilo por apoiamento ao Pelegrino, a movimentação do dep. Marcos e a admoestação apresentada pelo dep. Félix são sintomáticas).