Renata Giraldi
Agência Brasil
Brasília – Há nove dias à espera da decisão do governo brasileiro sobre o pedido de asilo político, o senador boliviano Roger Pinto Molina, de 52 anos, líder da oposição no Congresso, deve receber a resposta até o próximo fim de semana. Negociadores brasileiros sinalizam que a tendência é conceder o asilo político.
Molina alega sofrer perseguição por parte do governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, por sua atuação em defesa dos direitos humanos. Morales nega a acusação.
Segundo assessores do presidente, o senador está envolvido em corrupção e desvio de recursos públicos no departamento (estado) de Pando, por onde foi eleito e também exerceu o cargo de governador. Molina, que está abrigado na Embaixada do Brasil, em La Paz, desde o último dia 28, recomendou a assessores para reunir o máximo o possível de documentos e encaminhar às autoridades brasileiras.
Paralelamente, o embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato, coordena as negociações com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bolívia (o equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil) para evitar mal-estar ou desconforto nas relações bilaterais. As conversas se baseiam na Convenção de Caracas sobre Direito de Asilo.
Se concedido o asilo ao senador, o Brasil passará a ser responsável pela segurança dele. Na prática, as autoridades brasileiras deverão garantir a saída de Molina, sem riscos da Bolívia, e a viagem dele até o Brasil, de acordo com o texto da convenção, que tem 24 artigos. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conduziu o assunto diretamente com o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca.
Em meio às articulações diplomáticas, Morales orientou seu vice-presidente, Alvaro Linera, e o ministro do Interior da Bolívia, Carlos Romero, a se manifestarem sobre o pedido de asilo de Molina. Ambos reiteraram que o senador está envolvido em suspeitas de irregularidades com recursos públicos.





























